Mais do que abandono, práticas comuns dentro de casa podem configurar maus-tratos e gerar punições severas.
Com a chegada da temporada de férias, muitos tutores começam a planejar viagens e, junto com elas, surge uma preocupação essencial: garantir a segurança e o bem-estar dos animais de estimação que ficam em casa. Quando não é possível contratar hospedagem profissional, o cuidado deve ser redobrado.
O Brasil possui cerca de 160 milhões de animais de estimação, entre cães, gatos, aves, peixes e pequenos mamíferos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O número coloca o país como o terceiro com maior população de pets no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
De acordo com a Lei nº 14.064/2020, maltratar animais é crime no Brasil. A legislação ampliou as penas para maus-tratos a cães e gatos, prevendo reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda. Por isso, caso o pet fique sob os cuidados de terceiros, é fundamental deixar orientações claras, alimentação adequada, água disponível e brinquedos que ajudem a reduzir o estresse.
Uma prática ainda comum em alguns lares — manter animais acorrentados ou em locais inadequados — pode trazer consequências graves. Segundo a médica veterinária Letícia Paola das Neves Marques Baptista, da Clínica Escola de Medicina Veterinária da UniCesumar, essas condições não atendem às necessidades básicas dos animais.
“A prática de manter um animal constantemente acorrentado pode trazer prejuízos graves à saúde física, como lesões na pele pelo atrito da corrente, problemas musculares pela falta de movimentação e até alterações articulares”, explica a veterinária.
Os impactos também atingem o lado emocional dos pets.
“A limitação da liberdade gera estresse, ansiedade e pode levar a comportamentos agressivos ou apáticos, comprometendo o bem-estar do animal a longo prazo”, completa.
Além disso, a falta de espaço e estímulos pode provocar latidos excessivos, destruição de objetos, automutilação e isolamento social, prejudicando a convivência com a família.
Para evitar maus-tratos e garantir a segurança dos animais durante o período de férias, a especialista recomenda algumas alternativas:
-
Espaços seguros: quintais cercados ou áreas externas com telas, permitindo liberdade sem riscos.
-
Enriquecimento ambiental: brinquedos interativos, arranhadores para gatos e ambientes adaptados dentro de casa.
-
Atividades físicas: passeios regulares, brincadeiras e exercícios ajudam a manter o equilíbrio físico e emocional.
Garantir um ambiente adequado para os pets é uma questão de responsabilidade e respeito. “Aproveitar as férias de forma tranquila exige planejamento e a certeza de que os animais estão seguros e recebendo o cuidado que merecem”, conclui a especialista.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
🟦 Sorriso News MT — Sua fonte de notícia, sua conexão com a verdade.
📘 Facebook: @sorrisonewsmt | 📸 Instagram: @sorrisonewsoficial | 💬 WhatsApp: (66) 99934-4590