A jornalista e candidata ao Governo Regional de Áncash, no Peru, Susy Isabel Aponte Polo, conhecida como “China Polo”, foi assassinada a tiros no sábado (19), durante uma atividade de campanha na cidade de Caraz, na província de Huaylas.
Susy concorria ao governo regional pelo movimento Socios por Áncash e também atuava como comunicadora por meio do projeto “China Polo Dominical”, utilizado para divulgar reportagens e denúncias sobre supostas irregularidades em órgãos públicos.
O ataque aconteceu por volta das 12h40, nas proximidades de um mercado, enquanto a candidata realizava atividades de campanha acompanhada de integrantes da organização política e simpatizantes.
Além da morte de Susy, o ataque deixou outras pessoas feridas. Informações oficiais divulgadas posteriormente apontaram que cinco pessoas ficaram feridas durante a ação.
Investigação aponta possível sicariato
Logo após o crime, um homem foi detido pela polícia peruana e apontado como possível autor dos disparos. Segundo a Agência Andina, trata-se de Luis Iván Obispo Díaz, de nacionalidade venezuelana.
As investigações avançaram e o Ministério Público do Peru passou a enquadrar o caso como presunto delito de sicariato.
Outro homem, identificado como Ronald José Toro Ardila, também foi detido e passou a ser investigado no caso. A Justiça determinou 15 dias de prisão preliminar para os dois suspeitos, enquanto as diligências continuam.
Posteriormente, a Fiscal da Nação informou que três pessoas haviam sido detidas e que existem diferentes linhas de investigação para identificar quem teria ordenado o assassinato. As autoridades afirmaram que novas prisões poderão ocorrer caso as hipóteses investigadas sejam confirmadas.
Candidata havia relatado ameaças
Antes de ser assassinada, Susy Aponte havia relatado ameaças contra a própria vida. A jornalista também utilizava sua plataforma para divulgar denúncias e questionamentos sobre possíveis irregularidades envolvendo órgãos públicos.
A Defensoria do Povo do Peru confirmou que a candidata vinha denunciando ameaças e atos de corrupção por meio de sua atividade jornalística e classificou o assassinato como motivo de profunda preocupação no contexto das eleições regionais e municipais de 2026.
A Polícia Nacional e o Ministério Público continuam realizando diligências para esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e determinar a eventual existência de mandantes.
Entre as medidas adotadas estão a coleta de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e vítimas, exames periciais e outras diligências para reconstruir a ação criminosa.
As autoridades ainda não divulgaram uma conclusão definitiva sobre a motivação do assassinato.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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