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Sorriso, MT

Lula critica influência dos EUA na América Latina durante discurso na ONU

Presidente brasileiro defendeu soberania dos países da região, criticou intervenções externas e pediu cooperação internacional contra o crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu nesta terça-feira (22) o Debate Geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, mantendo a tradição de o Brasil ser o primeiro país a discursar no principal debate anual da organização. Na sequência, falou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ONU confirma que o Brasil realiza a abertura dos discursos desde 1955.

Durante sua fala, Lula abordou questões relacionadas à soberania dos países latino-americanos e criticou o aumento da presença e das operações dos Estados Unidos na região.

Lula fala em soberania da América Latina

Ao tratar da relação entre os países do continente, Lula afirmou que o Brasil não deve se submeter à influência de outras potências.

“O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomentem o desenvolvimento.”

O presidente também defendeu maior integração entre os países latino-americanos e afirmou que diferenças ideológicas não deveriam impedir a cooperação regional.

Lula criticou ainda a presença militar norte-americana na região e afirmou:

“Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas.”

Segundo o presidente, a cooperação internacional deveria ser fortalecida para combater o crime organizado e interromper o fluxo de armas e recursos financeiros destinados às organizações criminosas.

Presidente critica ingerência em processos eleitorais

Outro ponto abordado por Lula foi a influência externa em processos políticos e eleitorais.

O presidente afirmou que a democracia estaria novamente sob pressão e criticou o que classificou como “ingerência externa em processos eleitorais”.

Lula também disse que a divisão do mundo em zonas de influência e disputas por recursos estratégicos representa uma prática que, segundo ele, não deveria fazer parte das relações internacionais atuais.

Venezuela e Nicarágua

O presidente brasileiro também mencionou a situação política da Venezuela e da Nicarágua.

Sobre os venezuelanos, Lula defendeu que a população do país tenha o direito de definir seu próprio destino.

Ao falar da Nicarágua, afirmou que os problemas do país não seriam solucionados impedindo a oposição de participar das eleições.

As declarações ocorrem em um momento de debates sobre soberania, democracia e relações entre os países das Américas durante a Assembleia Geral da ONU.

Críticas ao embargo contra Cuba

Lula também voltou a criticar o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, que classificou como ilegal.

O tema faz parte de uma posição que o governo brasileiro tradicionalmente apresenta em fóruns multilaterais, em defesa do fim das medidas econômicas contra a ilha.

A 81ª Assembleia Geral da ONU reúne representantes dos 193 Estados-membros entre 22 e 28 de setembro. O tema desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

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