A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, prendeu nesta terça-feira (8) um homem de 79 anos, suspeito de praticar violência psicológica contra a esposa, de 53 anos. A prisão ocorreu no bairro Pirineu, em Várzea Grande, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
As investigações tiveram início ainda em 2023, quando a vítima, então com 51 anos, denunciou o companheiro — com quem mantinha um relacionamento há sete anos — por comportamento agressivo, xingamentos e ameaças de morte.
Segundo o depoimento da mulher, o suspeito estava embriagado e se tornou violento, a ofendendo com palavras ofensivas e ameaçando tirar sua vida. Na tentativa de evitar uma agressão física, ela saiu de casa, mas, ao retornar no dia seguinte, o homem continuava no local e voltou a ameaçá-la. Na ocasião, a Polícia foi acionada e encontrou o suspeito ainda proferindo xingamentos contra a esposa na presença da equipe.
Violência constante e medo diário
De acordo com a delegada titular da DEDM, Judá Marcondes, a vítima vivia sob constante pressão e medo.
“Ele diminuía a autoestima da mulher com muitos xingamentos diários. A vítima chegou a dormir dentro do carro, em um posto de combustível, para se livrar da violência. Quando ela retornou para casa, o suspeito deu um soco na janela do carro, com a vítima dentro, para amedrontá-la. Ameaçou atear fogo no carro”, relatou a delegada.
Mesmo após a instauração do processo, o homem evitava ser citado pela Justiça, o que motivou o Ministério Público a solicitar a prisão preventiva para garantir a efetividade da lei penal.
Prisão e encaminhamento
Com o mandado expedido, uma equipe de investigadores da Delegacia da Mulher localizou o suspeito e realizou a prisão nesta terça-feira (8). Ele foi encaminhado para a unidade policial, onde ficará à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça que qualquer tipo de violência contra a mulher — seja física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual — deve ser denunciada. As vítimas podem procurar uma Delegacia da Mulher ou registrar a ocorrência pela internet, por meio da Delegacia Virtual.