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Sorriso, MT

Homem é preso após matar andarilho e esfaquear a própria mãe com 14 facadas

Policiais estavam a caminho para prendê-lo pelo primeiro homicídio quando ele matou a mãe

Um homem de 48 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (10), suspeito de duplo homicídio em Tangará da Serra (250 km de Cuiabá). As vítimas são um andarilho de 39 anos e a mãe do suspeito, uma idosa de 68 anos.

A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 1ª Delegacia de Tangará da Serra, com apoio da Polícia Militar.

O primeiro crime ocorreu na segunda-feira (7), quando o suspeito foi flagrado por câmeras de segurança agredindo um homem com pauladas em um posto de combustível. No dia seguinte, Claudemir Cordeiro Rodrigues, morador em situação de rua, foi encontrado morto próximo a uma loja na Avenida Brasil, no bairro Jardim Acácia. A vítima apresentava três cortes profundos no lado esquerdo do peito e, segundo a investigação, foi assassinada enquanto dormia, sem chances de defesa.

Após diligências, a polícia conseguiu identificar o autor dos dois ataques como sendo a mesma pessoa. Na manhã desta quinta-feira (10), as equipes se dirigiram à casa do suspeito para efetuar a prisão. Ao chegarem, o encontraram rendido por moradores, logo após ele ter esfaqueado a própria mãe, Luzia da Silva Oliveira, 68 anos, com pelo menos 14 golpes.

Um morador que passava pelo local conseguiu imobilizar o agressor até a chegada da polícia. A equipe do SAMU foi acionada, mas apenas pôde constatar o óbito da idosa.

 

O suspeito foi encaminhado à delegacia e autuado por duplo homicídio. As investigações seguem para apurar a motivação dos crimes, que chocaram a população local.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.