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Sorriso, MT

Audiência pública debate desafios da agricultura familiar e do acesso à água em Alta Floresta

O encontro promovido pela deputada estadual Professora Graciele acontece nesta terça-feira (15), na Câmara Municipal.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A deputada estadual Professora Graciele (PT) promove, nesta terça-feira (15), uma audiência pública com o tema “Água, Terra e Gente: Construindo o Futuro do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar”, em Alta Floresta (803 km de Cuiabá). A atividade acontece a partir das 18h, na Câmara Municipal, e reunirá agricultores, lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais e instituições públicas.

O objetivo é debater políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à democratização do acesso à terra, com foco em justiça social e sustentabilidade no campo. No último ano, o município enfrentou graves problemas de abastecimento, chegando em estado crítico com a seca do Rio Taxidermista, um dos principais meios de acesso à água na região.

Diante deste cenário, o debate em torno do acesso aos recursos hídricos também entrará em pauta, sendo um importante espaço para debater propostas e soluções para a preservação da água e dos mananciais na região.

Segundo a parlamentar, a iniciativa faz parte de uma série de audiências organizadas pelo mandato para ampliar o diálogo com quem vive e produz nos territórios, valorizando o papel estratégico da agricultura familiar na segurança alimentar, geração de renda e desenvolvimento regional.

“Estamos indo até os municípios para ouvir quem realmente entende do assunto. Quem vive no campo enfrenta na pele os desafios da produção, da falta de água, de apoio técnico e de acesso a políticas públicas. É a partir dessa escuta que queremos construir soluções reais e transformadoras, seja por meio do Legislativo Estadual ou do diálogo com outras instituições”, afirmou a deputada Professora Graciele.

A audiência é aberta ao público e deve contar com a presença de representantes de assentamentos, sindicatos, associações de produtores, órgãos de assistência técnica e extensão rural, além de gestores públicos. O encontro também será transmitido pela TV Assembleia (canal 30.1) e Rádio Assembleia (89,5 FM), a partir das 18h.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.