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Sorriso, MT

Acidente grave na BR-163 em Nova Mutum deixa um morto e interdita a pista; Vídeo

Um grave acidente envolvendo duas carretas e um veículo de passeio foi registrado na manhã desta quinta-feira (17), no km 630 da BR-163, no município de Nova Mutum (MT). A Nova Rota do Oeste, concessionária que administra o trecho, foi acionada às 9h42 para atender a ocorrência. A pista precisou ser totalmente interditada para os procedimentos de resgate e limpeza.

De acordo com as informações preliminares, a colisão teve início com um impacto lateral entre um GM Tracker cinza e uma carreta Scania 560 azul. Com o choque, o veículo de passeio rodou na pista e acabou colidindo frontalmente com uma segunda carreta, uma Volvo FH 560 vermelha.

A equipe de resgate da Nova Rota esteve no local e confirmou o óbito do motorista do GM Tracker ainda na cena do acidente. Uma passageira do veículo foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Nova Mutum. Os motoristas das duas carretas não se feriram e assinaram termo de recusa de encaminhamento médico.

A identidade das vítimas ainda não foi divulgada oficialmente. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local para controlar o tráfego e apurar as circunstâncias do acidente. A causa do acidente será investigada.

A pista permanece interditada para a conclusão dos trabalhos de remoção dos veículos e limpeza da via.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.