Dólar Comercial
-- --%
--°C
Sorriso, MT

Polícia resgata mulher em cativeiro e desarticula célula do Comando Vermelho em Sorriso

Operação Tolerância Zero identificou local onde vítima era torturada por tribunal do crime. Drogas, munições e celulares foram apreendidos com suspeitos ligados à facção.

Durante o desenvolvimento da Operação Tolerância Zero, equipes da Força Tática, 12º Batalhão da Polícia Militar e da Agência Local de Inteligência localizaram e invadiram um cativeiro utilizado pela facção criminosa Comando Vermelho, em Sorriso (MT).

No local, uma mulher foi resgatada após ser mantida em cárcere privado e submetida a sessões de tortura pelo chamado “tribunal do crime”, uma prática comum de facções para punir ou interrogar desafetos.

Durante a ação, os policiais apreenderam drogas, munições, celulares e materiais usados no tráfico, desarticulando uma célula criminosa armada que vinha atuando na região.

Facção monitorava alvos para execução

De acordo com a PM, os agentes conseguiram identificar e capturar suspeitos ligados diretamente à tentativa de homicídio registrada dias antes, em que um homem foi atacado por supostamente pertencer a uma facção rival. As investigações indicam que o grupo também planejava novas execuções, com alvos já identificados e sob monitoramento.

Suspeitos detidos:

  • K. G. S. S. – 23 anos

  • J. D. J. S. C. – 21 anos

  • G. F. S. C. – 21 anos

  • L. L. S. – 27 anos

  • G. R. S. – 24 anos

  • J. D. V. O. – 23 anos

Todos foram detidos e devem responder por uma série de crimes, incluindo:

  • Tráfico ilícito de drogas

  • Sequestro e cárcere privado

  • Associação criminosa armada

  • Organização criminosa

  • Posse ilegal de arma de fogo de uso restrito

Materiais apreendidos:

  • 89 gramas de substância análoga à maconha

  • 07 aparelhos celulares

  • 02 balanças de precisão digitais

  • Diversos sacos plásticos tipo zip-lock

  • 01 carregador de pistola calibre .40 com 07 munições

  • 29 munições de calibre .40

As investigações continuam para localizar outros envolvidos. A operação reforça o combate ao crime organizado em Sorriso e região, com foco em desmantelar facções e proteger a população.

Receba as notícias mais relevantes de Sorriso-MT e região direto no seu WhatsApp. Participe da Comunidade

Leia mais

Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.