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Sorriso, MT

Quadrilha que se passava por policiais invade casa e mantém casal refém em Tangará da Serra

Dois homens foram presos e dois menores apreendidos após crime violento registrado na madrugada desta quarta-feira (30)

Uma quadrilha composta por dois homens e dois adolescentes foi detida nesta quarta-feira (30), em Tangará da Serra, suspeita de praticar um roubo com extrema violência. O grupo invadiu uma residência durante a madrugada, se passando por policiais para enganar os moradores e invadir o local.

Segundo o boletim de ocorrência, o casal foi mantido refém e submetido a agressões físicas e psicológicas. As vítimas foram localizadas posteriormente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

Um dos homens apresentava lesões graves, com sinais de queimaduras, espancamento e marcas de agressão com fio de energia. A mulher teve os punhos amarrados e também apresentava ferimentos visíveis. Os criminosos fugiram da casa levando um veículo VW Fox, além de joias pessoais.

Após a denúncia, equipes da Polícia Militar intensificaram as buscas e localizaram o carro em um barracão na Avenida Brasil, nas proximidades da Rodovia MT-339. No interior do veículo foi encontrada uma balaclava, provavelmente usada para esconder a identidade dos criminosos.

Com o apoio da equipe de inteligência do 7º Comando Regional, Força Tática e policiais de Nova Olímpia, os quatro suspeitos foram identificados e localizados ainda em Tangará da Serra. Eles foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.