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Sorriso, MT

Palestra “Homens que se posicionam fazem a diferença” abre campanha Agosto Lilás em Sorriso

Evento acontece na Sintra e propõe reflexão sobre o papel dos homens no combate à violência contra a mulher

A campanha Agosto Lilás em Sorriso terá início com a palestra “Homens que se posicionam fazem a diferença”, que será realizada no próximo dia 07 de agosto, às 7h, na Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra). O encontro é voltado aos servidores homens da pasta e propõe um momento de reflexão sobre respeito, responsabilidade e o papel masculino no enfrentamento à violência contra a mulher.

A iniciativa marca o início das ações do Agosto Lilás no município, e conta com a organização da Secretaria da Mulher e da Família (Semfa), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Ministério Público e a Associação Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW), núcleo de Sorriso.

Segundo a gestora da Semfa, Mara Fernandes, a campanha é essencial para a conscientização da sociedade. “Promovido todos os anos, o Agosto Lilás é um marco de enfrentamento à violência contra as mulheres. Hoje temos a Rede Unificada de Proteção à Mulher, Idoso, Criança e Adolescente instalada aqui em Sorriso, o que representa um grande suporte nos casos de violência contra a mulher”, destacou.

Violência é evitável

Durante a palestra, serão abordadas as diferentes formas de violência, bem como os caminhos de ajuda e denúncia disponíveis no município. “Vamos conversar com os servidores, explicar para todos que existem canais para denúncia e apoio”, afirmou Mara.

A secretária também reforçou que o combate à violência exige o envolvimento de toda a comunidade. “O feminicídio é evitável, e é compromisso público e comunitário a implantação de políticas para a defesa da vida”, completou.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.