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Sorriso, MT

Sorriso: Arraiá da inclusão leva alegria e fortalecimento de vínculos ao CAPS Nova Vida

O mês de julho ganhou um colorido especial no CAPS Nova Vida, em Sorriso. Com bandeirinhas, comidas típicas, brincadeiras e muita música, a unidade promoveu, na tarde desta sexta-feira (11), um animado arraiá, reunindo usuários, familiares e profissionais da saúde mental. O evento foi marcado por momentos de alegria, integração e acolhimento, reforçando o cuidado com a saúde emocional por meio da cultura e do lazer.

A ação integra o calendário terapêutico do Centro de Atenção Psicossocial e tem como objetivo fortalecer os laços comunitários e promover a reabilitação psicossocial dos usuários.

“A festa julina é mais do que uma comemoração, é uma estratégia de acolhimento e promoção da saúde emocional. Muitos dos nossos usuários encontram nesses momentos uma forma de expressão, pertencimento e alegria”, destacou a coordenadora da Atenção Especializada, Bruna Gonçalves.

Cultura e saúde emocional de mãos dadas

O evento contou com a colaboração de servidores, profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e familiares dos usuários, que ajudaram na decoração, preparo das comidas típicas e organização das atividades. Danças, apresentações e muita interação marcaram o arraiá, promovendo um ambiente leve e acolhedor.

Para a assistente social Jossane Martello, eventos como esse têm papel fundamental no processo terapêutico:

“A festa julina é mais do que um momento de lazer. Ela simboliza a integração, o respeito às individualidades e a construção de um espaço de convivência saudável e humanizado. Aqui, cada pessoa é protagonista da sua história, e celebrar juntos é também uma forma de fortalecer vínculos e promover saúde emocional.”

O Arraiá da Inclusão reafirma o compromisso do CAPS Nova Vida com uma abordagem humanizada e comunitária no cuidado com a saúde mental, valorizando cada usuário como parte ativa do processo de reabilitação.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.