Desde que foi lançado pelo Banco Central, o Pix mudou a forma como os brasileiros realizam pagamentos e transferências. Agora, com a expansão de funcionalidades como o Pix Automático e o Pix Boleto, o sistema entra em uma nova etapa, especialmente para empresas que precisam processar grandes volumes de cobranças com rapidez, segurança e disponibilidade.
Para especialistas da Trio, instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e especializada em infraestrutura financeira para empresas, o desafio passou a ser maior do que simplesmente disponibilizar o Pix como meio de pagamento. A necessidade agora é contar com uma estrutura capaz de suportar milhares de transações simultâneas sem interrupções.
“O Pix já não é apenas um meio de pagamento instantâneo. Ele está se consolidando como uma infraestrutura completa para cobranças, pagamentos recorrentes e automação financeira das empresas”, avalia o CEO da companhia, Peterson Santos.
Pix Automático facilita cobranças recorrentes
Disponível desde junho de 2025, o Pix Automático foi desenvolvido para facilitar pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas, planos de saúde, serviços por assinatura e contas de consumo.
Com a modalidade, o consumidor autoriza uma única vez a realização dos pagamentos recorrentes. A solução elimina a necessidade de convênios específicos entre empresas e diferentes instituições financeiras, simplificando a operação.
Segundo Santos, a mudança pode reduzir a complexidade para as empresas e melhorar a experiência dos consumidores. Ele afirma que, na infraestrutura da Trio, empresas que utilizam o Pix Automático registram redução de até 70% na inadimplência, enquanto o tempo médio de confirmação das transações é de aproximadamente 90 milissegundos.
“Isso aumenta a previsibilidade do fluxo de caixa e reduz falhas operacionais”, explica o executivo.
Pix Boleto combina boleto e pagamento instantâneo
Outra evolução é o Pix Boleto, também conhecido no mercado como BolePix. A solução une a familiaridade do boleto bancário à liquidação instantânea do Pix.
Na prática, as empresas podem continuar oferecendo aos clientes um formato de cobrança já conhecido, mas com a vantagem da confirmação imediata do pagamento quando a quitação é feita pelo Pix.
Além de acelerar o recebimento dos recursos, a modalidade pode facilitar a conciliação financeira. Com a confirmação mais rápida, as equipes responsáveis pelo backoffice conseguem identificar os pagamentos e atualizar os registros financeiros em menos tempo.
Infraestrutura ganha importância
Com o crescimento do Pix dentro das operações corporativas, a infraestrutura tecnológica passou a ser um dos pontos centrais para empresas que dependem de pagamentos em tempo real.
De acordo com a Trio, sua estrutura própria, regulada pelo Banco Central, processa atualmente mais de R$ 72 bilhões por ano e opera com índice de disponibilidade de 99,99%.
A empresa também oferece integrações por meio de APIs, permitindo conectar os sistemas financeiros das companhias a ferramentas de conciliação, relatórios gerenciais e processamento de transações.
Na avaliação de Peterson Santos, a evolução do Pix representa uma mudança estrutural na maneira como as empresas administram seus recursos.
“Se, nos primeiros anos, o sistema ganhou espaço principalmente como alternativa às transferências bancárias tradicionais, agora passa a ocupar uma posição estratégica em processos de cobrança, automação financeira e gestão de recebíveis”, afirma.
Com a expansão do Pix Automático, do Pix Boleto e de outras funcionalidades desenvolvidas pelo Banco Central, a tendência é de maior integração entre pagamentos e sistemas de gestão. Para as empresas, o movimento pode representar menos processos manuais, redução de custos operacionais e maior controle sobre o fluxo financeiro.