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Sorriso, MT

SORRISO: Novo prédio para a Escola Geni deve ficar pronto até o fim do ano

Unidade, na Zona Oeste, poderá atender até 1,2 mil alunos

O novo prédio que vai abrigar a Escola Municipal Geni Terezinha Forgiarini está com um índice de execução de 58,35%. Os dados foram medidos durante fiscalização realizada por profissionais da Secretaria da Cidade (Semcid), nesta semana.

A empresa licitada para erguer a nova escola, a Zion Real State, está, neste momento, focada na instalação da cobertura do bloco educacional, e, de maneira simultânea, na colocação do revestimento cerâmico no refeitório.

“O que foi acordado com a empreiteira é que o prédio seja entregue em agosto deste ano”, destaca o titular da pasta, Jan Assad Lahham.

Até agora, já foram pagos R$ 9.172.219,68, do total de 15.732.478,07 orçados para o empreendimento. A nova unidade, que deve abrigar até 1,2 mil alunos, está sendo erguida na Quadra 24, na Rua Guarujá, no Bairro Mont Serrat, a pouco mais de um quilômetro da unidade escolar atual, localizada no Bairro União.

O novo prédio para a Escola Geni, que começou a ser construído em 2023, está sendo custeado com recursos próprios, contará com mais de 20 salas de aulas, laboratórios (química, informática e robótica), sala para Atendimento Educacional Especializado (AEE), biblioteca, auditório, estrutura completa para coordenadoria, diretoria e professores, além de refeitório cozinha, quadra poliesportiva, playground, banheiros e demais dependências com depósito, copa, lavanderia e bicicletário.

A unidade também contempla o atendimento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.