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Sorriso, MT

Sorriso estreia em casa nesta quarta-feira pela 2ª Divisão do Mato-grossense

Após a vitória fora de casa, o Lobo do Norte busca avançar na competição com apoio da torcida no Egídio Preima

O Sorriso Futebol Clube fará sua estreia diante da torcida nesta quarta-feira (18), às 19h, no Estádio Egídio José Preima, em Sorriso. O adversário será o Chapada Futebol Clube, em partida válida pela segunda rodada da 2ª Divisão do Campeonato Mato-grossense.

O Lobo do Norte vem de uma estreia vitoriosa fora de casa, quando superou o Atlético-MT por 4 a 2, no último sábado (14), no estádio Dito Souza, em Várzea Grande. Rafael e Henrique marcaram para os donos da casa, mas o time sorrisense mostrou poder ofensivo e virou com gols de Val, Tom e Ivo, garantindo três pontos importantes na luta pelo acesso à elite do futebol mato-grossense.

Ao todo, dez equipes disputam o acesso à Primeira Divisão do Campeonato Mato-grossense de 2026. O regulamento prevê que os times sejam divididos em grupos, com confrontos em turno único na primeira fase. Os dois melhores de cada grupo avançam às semifinais, que serão disputadas em jogos de ida e volta, assim como a grande final. Os dois finalistas — campeão e vice — conquistam o direito de disputar a elite estadual na próxima temporada.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.