
O isolamento de Moraes não se restringe à sua esposa. Além dela, já sancionada pela Lei Magnitsky, os Estados Unidos agora miram outras figuras ligadas ao ministro e ao processo de censura e perseguição política dos últimos anos. As punições incluem a perda de vistos e o fechamento de portas no cenário internacional.
Na lista aparecem nomes de peso do regime: o AGU Jorge Messias, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o delegado Fábio Schor, e os juízes auxiliares de Moraes, Aírton Vieira e Marco Antônio Vargas, segundo a Folha de São Paulo.
Os dois últimos são citados nas denúncias do ex-diretor da Justiça Eleitoral, Eduardo Tagliaferro, que chefiava a máquina de censura travestida de “enfrentamento à desinformação”. Segundo ele, do gabinete de Moraes partiam ordens para direcionar investigações, fabricar provas e até cometer fraudes processuais.
Tagliaferro afirma ter enviado todo esse material ao Departamento de Estado dos EUA. As denúncias agora começam a se traduzir em novas sanções.
Enquanto isso, no Brasil, o delator é alvo de pedidos de indiciamento pela PGR e de extradição justamente por parte do ministro que acusa.
Segundo a Reuters, há mais autoridades que devem perder o visto, além daquelas mencionadas em matéria da Folha:
“Além de Jorge Messias, o funcionário afirmou que a administração Trump está revogando os vistos do ex-Advogado-Geral da União José Levi, do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Benedito Gonçalves, do juiz auxiliar e assessor do Supremo Airton Vieira, do ex-assessor do TSE Marco Antônio Martin Vargas e de Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, outro assessor judicial de alto escalão.”
Dura nota do governo americano

“Sancionando a Rede de Apoio ao Juiz Brasileiro Alexandre de Moraes
Comunicado à Imprensa
Marco Rubio, Secretário de Estado
22 de setembro de 2025
Hoje, os Estados Unidos estão sancionando facilitadores do ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, incluindo sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e a empresa de participações do casal, o Lex Institute. Moraes foi designado em 30 de julho por graves abusos de direitos humanos. Ele utilizou sua posição para instrumentalizar os tribunais, autorizar prisões preventivas arbitrárias e reprimir a liberdade de expressão.
Essas sanções se somam a uma série de ações tomadas pela Administração Trump para responsabilizar Moraes por abusar de sua autoridade, criar um complexo de censura, atacar descaradamente opositores políticos e cometer graves violações de direitos humanos. Aqueles que protegem e dão suporte a atores estrangeiros malignos como Moraes também ameaçam os interesses dos EUA — e igualmente serão responsabilizados.”