“Pagavam para poder matar civis indefesos”, afirmou o autor da denúncia, Ezio Gavazzeni.
O Ministério Público de Milão abriu uma investigação sobre alegações de que cidadãos italianos viajaram para a Bósnia-Herzegovina durante a guerra no início da década de 1990 para participar de uma espécie de “safári de atiradores”.
Segundo a acusação, italianos e outros estrangeiros teriam pago grandes somas para atirar em civis na cidade sitiada de Sarajevo, alvo de bombardeios e franco-atiradores durante o conflito.
A denúncia foi apresentada pelo jornalista e romancista Ezio Gavazzeni, que descreve uma “caçada humana” organizada por “pessoas muito ricas” com paixão por armas, que “pagavam para poder matar civis indefesos” a partir de posições sérvias nas colinas ao redor da capital bósnia.
De acordo com alguns relatos, havia tarifas diferentes para matar homens, mulheres ou crianças, prática que teria ocorrido durante o brutal cerco de Sarajevo, que durou quatro anos e deixou mais de 11 mil mortos.
Alegações semelhantes sobre “caçadores de pessoas” estrangeiros já haviam sido feitas ao longo dos anos, mas as provas reunidas por Gavazzeni — incluindo o depoimento de um oficial da inteligência militar bósnia — estão agora sendo analisadas pelo procurador antiterrorismo italiano Alessandro Gobbis.
A acusação formal é de homicídio, e a investigação busca identificar os possíveis envolvidos.
📍 Com informações da BBC News Brasil
✍️ Da redação do Sorriso News MT
🟦 Sorriso News MT — Sua fonte de notícia, sua conexão com a verdade.
📘 Facebook: @sorrisonewsmt | 📸 Instagram: @sorrisonewsoficial | 💬 WhatsApp: (66) 99934-4590