Aviões militares de Israel fazem operação para bombardear a Síria
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Entre os alvos estão centros de armazenamento de armas, segundo as Forças de Defesa de Israel. Governo israelense diz que forças no sul do Síria ameaçam o país. ARQUIVO: avião de guerra israelense F-16 decola para uma missão de uma base da força aérea no norte de Israel.
AP Photo/Ariel Schali
Aviões militares de Israel bombardearam a cidade de Kisweh, ao sul de Damasco, na Síria, nesta terça-feira (25). De acordo com a imprensa local, instalações militares foram atingidas. Outras explosões também foram ouvidas em uma província no sul do país.
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Segundo as Forças de Defesa de Israel, os alvos eram centros de armazenamento de armas. Os militares justificaram o ataque afirmando que a presença de forças no sul da Síria representa uma ameaça aos cidadãos israelenses.
O bombardeio ocorreu horas depois de a Síria acusar Israel de realizar uma operação terrestre no sul do país e exigir a retirada imediata das tropas.
Israel enviou forças para uma zona desmilitarizada monitorada pela ONU na Síria. A movimentação ocorreu após rebeldes liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) derrubarem o governo do ex-presidente Bashar al-Assad, em dezembro.
Anteriormente, o HTS foi afiliado à Al-Qaeda, mas rompeu laços com o grupo terrorista há alguns anos.
No domingo (23), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel não permitirá a presença do HTS ou de qualquer outra força afiliada aos novos governantes da Síria na região sul do país. Ele também exigiu a desmilitarização do território.
Nesta terça-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país não permitirá que o sul da Síria se transforme em um "novo sul do Líbano". A declaração faz referência ao domínio do grupo extremista Hezbollah em áreas próximas à fronteira com Israel.
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