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Sorriso, MT

Sorriso: Vias do São Mateus continuam passando por revitalização

Ação está planejada para todos as ruas do bairro e segue sendo feita aos poucos

A Travessa São Clemente, localizada no Bairro São Mateus, em Sorriso, está sendo revitalizada como parte do plano de melhorias viárias conduzido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra). A ação faz parte de um projeto que visa renovar todas as ruas do bairro, de forma gradual.

De acordo com o secretário da pasta, Milton Geller, além de recuperar a pavimentação, o trabalho foca na substituição do tipo de piso utilizado nas vias. “Estamos aplicando concreto usinado nas travessas e becos do São Mateus, pois esse material é mais adequado à realidade do bairro e oferece maior durabilidade”, explica.

As equipes da prefeitura também estão construindo novas sarjetas, essenciais para garantir o escoamento correto da água das chuvas. Ainda segundo Geller, apesar dos transtornos temporários que a obra pode causar, o resultado trará benefícios duradouros para a comunidade.

“Contamos com a paciência dos moradores e pedimos atenção especial dos motoristas, que devem reduzir a velocidade ao passarem pelas vias em obras. E também reforçamos um alerta para que as crianças não brinquem próximas às máquinas pesadas”, pontuou o secretário.

População pode colaborar

A Sintra lembra que a participação dos moradores é fundamental para o bom andamento dos serviços. Para comunicar demandas relacionadas à infraestrutura urbana, os munícipes podem entrar em contato diretamente com a secretaria pelo WhatsApp: (66) 9690-1823.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.