A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta segunda-feira (21) que não teme uma eventual punição ou expulsão do Partido Liberal após declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Durante uma coletiva de imprensa, a prefeita também admitiu, pela primeira vez de forma pública, que pode deixar o PL diante do distanciamento entre ela e a direção estadual da legenda.
“Eu não estou tendo relacionamento algum com o partido, até porque hoje eu só sou filiada ao PL”, afirmou Flávia.
Questionada sobre uma possível expulsão, a prefeita respondeu que não teme a medida.
“Não, não temo expulsão. Não temo expulsão”, declarou.
Prefeita não descarta mudança de partido
Flávia Moretti afirmou que já foi procurada por presidentes de outras siglas interessados em recebê-la caso ela deixe o PL.
Questionada sobre a possibilidade de mudança, a prefeita não descartou a saída.
“Olha, a gente não descarta”, respondeu.
Segundo Flávia, desde o ano passado ela vinha tentando estabelecer diálogo com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, para resolver questões internas e políticas que enfrentava dentro da legenda.
“Desde o ano passado, sempre procurei o presidente Ananias, sempre tentando um diálogo, tentando uma solução para os problemas, até políticos, que eu enfrentava dentro do PL, mas infelizmente [isso] não teve êxito, não teve o encaminhamento que eu esperava”, afirmou.
PL muda discurso sobre possível expulsão
A declaração de Flávia ocorre no mesmo dia em que Ananias Filho mudou o tom sobre os procedimentos contra lideranças do partido que declararam apoio a Pivetta, contrariando o projeto eleitoral do PL para o Governo de Mato Grosso.
Anteriormente, Ananias havia anunciado que prefeitos e outras lideranças que apoiassem candidatos adversários poderiam ser submetidos a processos internos, com possibilidade de expulsão.
Nesta segunda-feira, porém, o presidente estadual afirmou que os procedimentos ainda não foram iniciados e que não há prazo definido para uma decisão. Ele também deixou aberta a possibilidade de outras punições, sem necessariamente expulsar os filiados.
“Eu mantenho a decisão de que vai ter a comissão e o processo, mas não sei qual punição. Tem que analisar juridicamente”, declarou Ananias.
Apesar da mudança de tom, o dirigente afirmou que os prefeitos envolvidos não deverão continuar no comando dos diretórios municipais do partido.
A crise interna envolve, além de Flávia Moretti, outras lideranças municipais do PL que declararam apoio a Pivetta em vez de Wellington Fagundes (PL), candidato da legenda ao Governo de Mato Grosso.
O cenário ainda pode sofrer novas mudanças nas próximas semanas, conforme avançarem as discussões internas do partido e os posicionamentos das lideranças para as eleições de 2026.
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