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Sorriso, MT

Foragida e faccionada de MT condenada a mais de 260 anos é capturada na Bolívia

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi localizada em Santa Cruz de la Sierra após mais de um ano foragida da Justiça de Mato Grosso

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana resultou na captura de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, ela estava foragida desde agosto de 2025. Segundo as investigações, Angeliquinha possui mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.

A localização da foragida em território boliviano foi possível por meio do trabalho de investigação e da troca de informações entre as forças de segurança dos dois países.

A ação contou com a participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.

Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil, onde deverá ser colocada à disposição da Justiça.

Fuga da penitenciária

Angeliquinha fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no dia 17 de agosto de 2025.

Durante o período em que permaneceu foragida, seis mandados de prisão foram expedidos contra ela.

Conforme as investigações, a mulher também é apontada como responsável por exercer influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região.

A Polícia Civil afirma que a facção investigada estaria envolvida com tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Operação investigou núcleo familiar

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown, com o objetivo de desarticular o núcleo familiar ligado a Angeliquinha.

Segundo a investigação, familiares davam suporte às atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.

Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.

As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, a partir de investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Alta Floresta.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Conforme a Polícia Civil, eles são investigados por integrar o núcleo familiar que daria apoio ao grupo criminoso e participaria da movimentação de recursos de origem ilícita.

Mais de R$ 20 milhões movimentados

As investigações apontaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses.

De acordo com a Polícia Civil, o valor seria incompatível com a renda declarada pelos investigados.

Ainda segundo a apuração, empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos por meio das atividades criminosas.

O grupo também é investigado pela exploração de garimpo irregular nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Conforme as investigações, a atividade estaria relacionada a outros crimes, entre eles extorsões e tráfico de drogas.

Com a captura na Bolívia, as autoridades brasileiras deverão dar andamento aos procedimentos necessários para o retorno de Angeliquinha ao país e sua apresentação à Justiça.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

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