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Sorriso, MT

Tecnologia de reconhecimento facial do Vigia Mais MT auxilia na prisão de mulher foragida

A suspeita foi identificada pelas câmeras instaladas na região central da capital

Sesp-MT

O sistema de videomonitoramento da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), por meio do programa Vigia Mais MT, foi fundamental para a prisão de uma mulher com mandado em aberto por tráfico de drogas, no último sábado (12), no centro de Cuiabá.

A captura da suspeita foi possível graças à tecnologia de reconhecimento facial utilizada pelas câmeras instaladas na região central da capital. Após a identificação da mulher pelo sistema, a central de monitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) acompanhou os deslocamentos dela em tempo real e repassou as informações para a equipe do 1º Batalhão da Polícia Militar, que realizou a abordagem com êxito.

A foragida possuía um mandado de prisão expedido em 19 de junho de 2024 pela 9ª Vara Criminal Especializada em Delitos de Tóxicos. Após a prisão, ela foi encaminhada à unidade da Polícia Judiciária Civil para os procedimentos legais cabíveis.

Reconhecimento facial e reforço na segurança

O uso da tecnologia de reconhecimento facial tem se mostrado uma importante ferramenta para o reforço da segurança pública em Mato Grosso. Entre abril e julho deste ano, cerca de 60 foragidos da Justiça foram localizados e presos pelas forças de segurança do Estado graças ao sistema.

O programa Vigia Mais MT, criado pelo Governo de Mato Grosso, já conta com a adesão de 128 municípios e integra uma ampla rede de videomonitoramento fixo e móvel. As câmeras estão instaladas em ruas, avenidas e Plataformas de Observação Elevada (POE), sendo utilizadas em ações preventivas e em eventos com grande circulação de pessoas.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.