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Sorriso, MT

“Exames simples de raio-X podem ajudar no diagnóstico de câncer ósseo em crianças e adolescentes”, orienta especialista

Câncer raro representa 2% dos casos no Brasil, mas exige atenção aos sintomas como dor persistente e inchaços nos ossos

Julho é o mês de conscientização sobre o câncer e da importância do diagnóstico precoce. Dentro da campanha Julho Amarelo, o ortopedista e cirurgião de coluna Dr. Fábio Mendonça faz um alerta sobre o câncer ósseo, uma forma rara da doença, mas que afeta principalmente crianças e adolescentes, especialmente durante o período de crescimento.

Com o objetivo de ampliar o acesso à informação e estimular a busca por avaliação médica diante de sintomas suspeitos, a campanha destaca que, apesar de sua baixa incidência, o câncer ósseo exige atenção redobrada devido à dificuldade de identificação e ao risco de diagnóstico tardio.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cancerologia, o câncer ósseo representa cerca de 2% dos casos de câncer no país, com uma média de 2.700 novos diagnósticos por ano.

“Apesar de não ser tão comum, o tumor ósseo merece atenção especial porque costuma surgir em fases iniciais da vida, principalmente durante o crescimento, quando há maior atividade celular nos ossos”, explica o Dr. Fábio Mendonça.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 12.500 novos casos de câncer infantojuvenil (de 0 a 19 anos) anualmente. A taxa média de sobrevida é de 64%, com variações que vão de 75% na região Sul a 50% na região Norte do país.

Entre os tipos mais frequentes de câncer ósseo estão o osteossarcoma, que acomete os ossos diretamente, e o condrossarcoma, que se desenvolve nas cartilagens. Os principais sinais da doença incluem dor persistente, principalmente à noite, inchaços, vermelhidão e aumento de volume em regiões específicas do corpo.

“O principal sintoma é a dor contínua, geralmente noturna. Não é comum que crianças reclamem de dor ao dormir, esse deve ser um sinal de alerta para os pais. É importante procurar um médico e fazer uma avaliação”, orienta o especialista.

O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento. Segundo o médico, exames simples como o raio X já podem indicar alterações ósseas suspeitas.

“Quando há sinais clínicos e o raio X aponta alterações, costumamos solicitar outros exames complementares antes de realizar a biópsia. Quanto mais cedo for detectado, maior a chance de cura e menor o risco de sequelas funcionais”, explica.

Dr. Fábio também reforça a importância da atenção familiar no processo de diagnóstico:

“O papel da família é essencial. Ouvir as queixas das crianças, observar mudanças no corpo e não minimizar dores persistentes pode fazer toda a diferença. Estamos falando de uma doença que tem cura, desde que seja detectada a tempo”, finaliza.

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