O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nas últimas 24 horas, dois incêndios florestais nos municípios de Nova Maringá e Itaúba. As equipes seguem mobilizadas neste domingo (10) no combate a outros três focos ativos no estado, localizados em União do Sul, Torixoréu e Cocalinho.
Em Cocalinho, militares atuam desde a última quinta-feira (7) no controle de um incêndio em uma fazenda às margens da MT-326. A operação conta com o apoio de máquinas e caminhão-pipa. Já em União do Sul e Torixoréu, o trabalho se concentra no enfrentamento de queimadas irregulares, com ações ininterruptas para proteger propriedades rurais e vidas.
Fiscalização e monitoramento
O CBMMT acompanha 24 focos de calor ativos em todo o estado. Destes, sete são incêndios florestais em terras indígenas, distribuídos nos municípios de Alto Boa Vista, Rondolândia, Nova Nazaré, Canarana, Peixoto de Azevedo e Paranatinga. Por se tratar de áreas sob responsabilidade federal, a atuação depende de acionamento por parte da União — o que ainda não ocorreu.
Outros 12 focos correspondem a queimadas irregulares em propriedades privadas, monitoradas pela Operação Infravermelho. A ação utiliza imagens de satélite e tecnologia de georreferenciamento para identificar áreas de risco e responsabilizar infratores.
Situação nas últimas 24 horas
Segundo o Programa BDQueimadas do Inpe, Mato Grosso registrou 55 focos de calor no último dia, sendo 32 na Amazônia e 23 no Cerrado. Os dados são do Satélite Aqua Tarde.
O CBMMT destaca que um foco de calor isolado não caracteriza necessariamente um incêndio florestal, mas incêndios costumam envolver múltiplos focos concentrados em uma mesma área.
Período proibitivo do uso do fogo
Está proibido o uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais no Pantanal de 1º de junho a 31 de dezembro. Na Amazônia e no Cerrado, a proibição vai de 1º de julho a 30 de novembro. Em áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano.
A população pode denunciar queimadas e incêndios pelos telefones 193 ou 190.
“Nosso trabalho é contínuo, mas a colaboração da sociedade é essencial para evitar tragédias ambientais”, reforça o CBMMT.