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Sorriso, MT

Polícia Civil realiza segunda fase de operação contra suspeitos de aliciamento sexual de menores

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira; investigação já identificou ao menos dez pessoas suspeitas de envolvimento na rede.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (22), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por suspeita de integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de crianças e adolescentes em Comodoro, a cerca de 639 quilômetros de Cuiabá.

As diligências foram realizadas por equipes da Delegacia de Polícia Civil do município, na zona rural, com o objetivo de apreender celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também permitiu a extração integral dos dados dos equipamentos apreendidos.

Investigação começou em 2025

Segundo a Polícia Civil, as apurações tiveram início em agosto de 2025, após informações de que adolescentes menores de 14 anos estariam sendo vítimas de abuso sexual.

A análise de celulares permitiu identificar milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais. Conforme a investigação, os diálogos continham abordagens de cunho sexual, pedidos de imagens íntimas e convites para encontros.

De acordo com os investigadores, os suspeitos, todos homens adultos, teriam se aproximado das vítimas por meio de perfis em redes sociais. O contato evoluía para conversas sexualizadas, solicitações de fotografias e áudios íntimos, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com a participação de mais de uma pessoa.

A apuração também identificou o possível uso de perfis alternativos, linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após contatos com as vítimas. Para a Polícia Civil, esses elementos podem indicar tentativas de dificultar a identificação dos usuários e eliminar vestígios.

Nova fase busca identificar outros envolvidos

Um dos objetivos desta segunda fase é esclarecer quem utilizava efetivamente um dos perfis investigados, cuja titularidade foi atribuída a pessoas diferentes durante os depoimentos.

Na primeira etapa da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados. Segundo a Polícia Civil, eles admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com adolescentes pelas redes sociais.

Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas. Um dos investigados também teria admitido o envio de imagem própria com partes do corpo expostas.

Com o aprofundamento das apurações, novos suspeitos foram identificados. Até o momento, ao menos dez pessoas foram apontadas pela investigação como possíveis envolvidas na rede, e a nova fase também busca identificar outros participantes.

Investigados podem responder por crimes sexuais

Conforme a Polícia Civil, os investigados poderão responder, de acordo com a participação individual e as provas reunidas, por estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante a perícia dos dispositivos.

O delegado de Comodoro, Mateus Almeida Oliveira Reiners, reforçou o compromisso da instituição com a proteção de crianças e adolescentes e orientou pais e responsáveis a acompanhar o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, observando possíveis abordagens suspeitas.

A investigação segue em andamento.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

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