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Governo libera R$ 6,49 bilhões para exportadores

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Governo libera R$ 6,49 bilhões para exportadores

O governo federal autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 6,49 bilhões para financiar pessoas físicas e empresas que exportam bens e serviços e participam do Plano Brasil Soberano. A medida busca viabilizar operações de apoio ao setor exportador.

A autorização consta na Medida Provisória nº 1.397, publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União. Conforme o texto, os recursos serão administrados pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda.

Apoio aos exportadores
O Plano Brasil Soberano reúne medidas do governo brasileiro destinadas a apoiar empresas, exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

O financiamento previsto na medida provisória integra as ações voltadas a atender às necessidades do setor exportador diante dos impactos dessas tarifas sobre as atividades econômicas.

Base legal do crédito extraordinário
A abertura do crédito extraordinário tem como fundamento os artigos 62 e 167, parágrafo 3º, da Constituição Federal. Esse instrumento permite a adoção de medidas orçamentárias em situações que atendam aos requisitos constitucionais para sua utilização.

As informações sobre a autorização e a destinação dos recursos foram divulgadas pela Agência Brasil, responsável pela publicação original das informações.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.