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Sorriso, MT

Adunemat processa Abilio Brunini e pede R$ 100 mil por declarações sobre universidades públicas

Associação dos docentes da Unemat solicita indenização por dano moral coletivo e retirada de vídeos publicados nas redes sociais do prefeito de Cuiabá.

Chico Ferreira

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) ajuizou uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede o pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso.

A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nos perfis do prefeito nas redes sociais.

Declarações motivaram ação

O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), associando-os ao consumo de maconha e cocaína.

Durante o discurso, o prefeito também usou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em outro momento, mencionou um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito.

Para a Adunemat, as manifestações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que as declarações foram direcionadas a uma categoria identificável, sem a apresentação de fatos concretos que comprovassem as acusações.

A ação também menciona declarações posteriores atribuídas ao prefeito, nas quais ele teria sugerido que estudantes demonstrassem apoio político a determinado candidato para evitar prejuízos acadêmicos supostamente causados por professores. Para a associação, as falas integram uma sequência de manifestações contra a comunidade universitária.

Associação pede retirada dos vídeos

Em caráter de urgência, a Adunemat requer que as publicações relacionadas ao discurso e à entrevista sejam removidas das redes sociais do prefeito. O pedido prevê multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, se a medida for concedida pela Justiça.

No pedido principal, a entidade solicita a retirada definitiva dos vídeos e a condenação de Abilio ao pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A associação propõe que os recursos sejam destinados a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, pede que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação.

A petição argumenta que a divulgação das declarações pelo próprio prefeito ampliou o alcance das manifestações e seus possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. Segundo a entidade, o conteúdo foi amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutiu em veículos de comunicação.

A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades públicas, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem a indicação de fatos específicos.

Os pedidos apresentados pela associação ainda dependem de análise judicial. A existência da ação, por si só, não representa uma decisão sobre a responsabilidade do prefeito ou sobre a concessão da indenização solicitada.


✍️ Da redação do Sorriso News MT

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.