Cinco pessoas foram presas durante a segunda fase da Operação Mãos à Obra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), em Sinop, a aproximadamente 500 quilômetros de Cuiabá. A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo agentes públicos e empresas ligadas a procedimentos administrativos, licenças e empreendimentos urbanos no município.
Além das prisões, as medidas adotadas incluem o afastamento de seis servidores públicos e o bloqueio de R$ 80 milhões. A investigação busca aprofundar a apuração dos fatos e preservar valores que possam estar relacionados às irregularidades investigadas.
Engenheiros, servidor e empresários estão entre os alvos
Conforme informações divulgadas pelo portal Gazeta Digital, entre os alvos da operação estão Fernando Dante Morari, engenheiro civil que atua na Prefeitura de Sinop; Júlio Henrique Verdu Garcia, engenheiro civil e conselheiro da Associação dos Engenheiros do Norte de Mato Grosso; e Valdinei Monteiro da Silva, fiscal de obras que já havia sido identificado na primeira fase da investigação.
Também aparecem entre os alvos Agnaldo Rael da Silva e Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, sócia-administradora da empresa DNishi Empreendimentos Imobiliários.
A investigação busca esclarecer a possível participação dos envolvidos em um esquema que, segundo as suspeitas apuradas, envolveria agentes públicos e empresários.
Bloqueio de R$ 80 milhões busca preservar recursos
O bloqueio de R$ 80 milhões integra as medidas adotadas nesta etapa da operação. A restrição patrimonial busca preservar recursos que possam estar relacionados aos fatos investigados e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos, conforme o resultado das apurações e as decisões judiciais.
O afastamento de seis servidores também faz parte das providências destinadas a interromper possíveis atividades irregulares enquanto as investigações avançam.
Segunda fase dá continuidade às apurações
A Operação Mãos à Obra dá sequência aos trabalhos iniciados na primeira fase, quando Valdinei Monteiro da Silva já havia sido identificado no contexto da investigação.
Nesta nova etapa, o objetivo é aprofundar a análise de possíveis irregularidades em procedimentos administrativos e na relação entre agentes públicos e empresas envolvidas em empreendimentos urbanos de Sinop.
As investigações continuam, e a eventual responsabilização dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e da análise da Justiça. As suspeitas não representam, por si só, comprovação de culpa.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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