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Após carta de Flávio Bolsonaro, TSE e aliados defendem respeito ao resultado das urnas

Senador contestou a vitória de Lula e alegou fraude eleitoral sem apresentar provas; governador Tarcísio de Freitas e o coordenador da campanha, Rogério Marinho, defenderam o respeito ao resultado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

A divulgação de uma carta pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), na qual ele questiona o resultado do segundo turno das eleições presidenciais e alega fraude eleitoral sem apresentar provas, provocou manifestações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de integrantes da própria oposição. As declarações reforçaram a defesa do resultado que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na primeira versão do documento, divulgada nesta quarta-feira (28), Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, a publicação foi alterada, e o senador passou a se definir como “líder do Brasil”, mantendo as acusações contra o processo eleitoral.

Segundo informações publicadas pela imprensa nacional, o parlamentar está nos Estados Unidos e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

TSE afirma que dados das urnas podem ser auditados

Após as acusações, o Tribunal Superior Eleitoral destacou que os dados do processo de votação podem ser consultados para fins de fiscalização e auditoria.

Entre os registros disponíveis estão os Boletins de Urna, o Registro Digital do Voto (RDV) e os arquivos de funcionamento dos equipamentos. Esses documentos permitem verificar informações relacionadas às seções eleitorais, à votação e à totalização dos resultados.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade e em conformidade com as regras legais e constitucionais.

O magistrado também ressaltou que questionamentos apresentados pelos meios legais serão analisados pela Justiça Eleitoral.

Tarcísio defende respeito ao resultado

Entre os aliados de Flávio que se manifestaram está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em nota, ele afirmou compreender a indignação do senador e de parte do eleitorado, mas defendeu que a oposição respeite o resultado das urnas e continue atuando dentro das instituições democráticas.

Tarcísio também afirmou que o momento exige responsabilidade e serenidade para a construção de uma oposição forte, com atuação institucional.

O governador já havia reconhecido o resultado eleitoral em uma manifestação nas redes sociais. Na ocasião, declarou que reconhecer a votação não significa deixar de criticar eventuais excessos do governo eleito.

Rogério Marinho diz que faltam provas

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, também se distanciou da acusação de fraude.

Marinho afirmou que não dispõe de provas para sustentar que houve irregularidades na eleição. Segundo ele, a carta representa um desabafo de alguém que se sente injustiçado.

O parlamentar ainda declarou que não havia sido consultado sobre o documento divulgado por Flávio.

A manifestação de Marinho evidencia a divergência entre a acusação apresentada pelo senador e a posição de integrantes de sua própria campanha, que afirmam não ter elementos para comprovar a suposta fraude.

Partidos também reconheceram o resultado

O União Brasil, que apoiou Flávio no segundo turno, divulgou nota afirmando que o processo eleitoral transcorreu com lisura e que seu resultado deve ser respeitado.

A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP, também havia defendido o reconhecimento da decisão do eleitorado. Republicanos, Podemos e MDB estão entre as siglas que igualmente reconheceram a vitória de Lula.

Resultado teve diferença superior a 4,4 milhões de votos

De acordo com os números oficiais divulgados para o segundo turno, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%.

A diferença foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.

Um dos argumentos apresentados por Flávio diz respeito à extensão do horário de votação em determinadas localidades. Entretanto, levantamento divulgado pela imprensa com base em dados eleitorais apontou que cerca de 34,4 mil votos foram registrados após as 17h — volume inferior a 1% da diferença entre os candidatos.

A prorrogação do horário, por si só, não comprova irregularidade eleitoral. Até o momento, as alegações de fraude feitas na carta não foram acompanhadas de provas que demonstrem alteração indevida do resultado.

A controvérsia amplia a tensão política após o segundo turno e coloca em evidência as diferentes posições dentro da oposição sobre a contestação do resultado e a atuação política nos próximos meses.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

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