A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (28), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra o ex-enteado, atualmente com 12 anos, em Sinop, no norte de Mato Grosso.
A investigação começou após a mãe do menino procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) para denunciar os fatos. Segundo o relato apresentado à polícia, os abusos teriam começado quando a criança tinha oito anos.
De acordo com as informações da investigação, o suspeito manteve uma união estável com a mãe da vítima por aproximadamente quatro anos, período em que tiveram duas filhas. Após o fim do relacionamento, marcado por episódios de violência doméstica, as meninas passaram a visitar o pai em fins de semana alternados.
Ainda conforme a apuração, o homem insistia para que o ex-enteado também acompanhasse as visitas.
Criança revelou os abusos após mudanças de comportamento
A mãe relatou que começou a desconfiar de que algo pudesse estar acontecendo depois de perceber dificuldades escolares e sinais de estresse no filho. As suspeitas ganharam novos elementos quando o menino revelou os supostos abusos.
Durante a escuta especializada, a criança relatou que o investigado aproveitava os momentos em que ficavam sozinhos para praticar atos de violência sexual e a obrigava a assistir a conteúdos pornográficos.
Segundo o depoimento, o menino permaneceu em silêncio por medo de represálias contra a mãe e por preocupação com as irmãs mais novas. O investigado teria ameaçado fazer o mesmo com uma das meninas quando ela completasse oito anos.
A irmã, de sete anos, também foi ouvida no decorrer da investigação. Conforme a Polícia Civil, ela confirmou que o pai costumava ficar sozinho com o irmão em um quarto, sob a justificativa de que fariam “coisas de meninos”. A mãe também relatou mudanças recentes no comportamento da filha, que passou a resistir às visitas ao pai.
Justiça autorizou prisão preventiva
Segundo a delegada titular da DEDMCAI de Sinop, Renata Evangelista, o investigado convivia com o menino desde a infância e conhecia sua idade.
Diante dos elementos reunidos e da necessidade de proteger a integridade física e psicológica das crianças, a delegada representou pela prisão preventiva. O pedido foi autorizado pela Justiça e cumprido pela equipe policial.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, conduzido à audiência de custódia. Ele permaneceu à disposição da Justiça.
A investigação trata de suspeitas que deverão ser apuradas no âmbito judicial. A preservação da identidade das crianças é fundamental para proteger sua privacidade e evitar novas formas de exposição.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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