Roseli Loss, uma das seis pessoas alvos de mandados de prisão preventiva na Operação Tomada de Contas, chegou à sede da Polícia Federal (PF), em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (29), com a cabeça coberta por um blazer branco e acompanhada por policiais.
Imagens divulgadas pelo Gazeta Digital mostram a servidora entrando pelo estacionamento principal da unidade por volta das 8h, aproximadamente duas horas depois da chegada do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, que também prestava depoimento naquela manhã.
Segundo a publicação, a expectativa era de que Roseli fosse ouvida pelos investigadores. Ela atuava no TCE-MT como chefe de gabinete, com lotação possivelmente vinculada à presidência da Corte.
Operação investiga contratos e movimentações financeiras
Deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Tomada de Contas apura possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e no pagamento de servidores do TCE-MT.
Mais de 180 policiais federais participam das diligências, que incluem o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também preveem medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens.
As ações ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos.
Os investigadores também analisam divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em dinheiro. A apuração busca esclarecer possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.
Seis pessoas são alvos de prisão preventiva
Além de Roseli Loss e Sérgio Ricardo, a reportagem aponta como alvos de mandados de prisão preventiva:
- Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do TCE-MT;
- Felipe José Glinke, servidor do órgão;
- Adriangelo Barros Antunes, servidor do órgão;
- Gustavo Fernandes da Silva.
Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação busca reunir provas e esclarecer as possíveis responsabilidades dos envolvidos. Ser alvo de uma investigação ou de um mandado judicial não representa, por si só, comprovação de culpa.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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