A sede do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá, foi alvo de buscas autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. A decisão, assinada pelo ministro Og Fernandes, prevê diligências em gabinetes de conselheiros, estações de trabalho de servidores e setores administrativos considerados estratégicos.
Conforme as informações divulgadas pelo Gazeta Digital, o mandado autoriza buscas pessoais e veiculares dos alvos, além da apreensão de computadores, celulares, mídias digitais, documentos financeiros e valores em dinheiro vivo superiores a R$ 10 mil.
Mandado abrange gabinetes e setores administrativos
A ordem judicial inclui os gabinetes dos conselheiros Sérgio Ricardo de Almeida, Guilherme Antônio Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Carvalho de Alencar. Também prevê diligências no gabinete ou estação de trabalho do ex-conselheiro Valter Albano da Silva.
Entre os setores citados estão a Presidência, a Consultoria Jurídica Geral, a Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, a Secretaria de Orçamento, Finanças e Contabilidade, a Secretaria de Planejamento e a Secretaria do Sistema de Controle Interno.
O documento também menciona estações de trabalho de servidores da instituição, entre eles Roseli Loss, Vitor Turri Romano, Jocimauro Bento do Carmo, Carlos Romeu Rodrigues Medeiros, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva, Felipe José Glinke e Adriangelo Barros Antunes, além de outros nomes relacionados na decisão.
De acordo com a publicação, os agentes estão autorizados a examinar sistemas eletrônicos, documentos, registros de câmeras de segurança e controles de acesso à sede do Tribunal.
Polícia Federal poderá acessar e-mails e arquivos digitais
A decisão também permite o espelhamento e a extração de dados armazenados em contas de e-mail funcionais, arquivos mantidos nos servidores de Tecnologia da Informação e sistemas de computação em nuvem vinculados à instituição.
A análise busca reunir elementos relacionados a contratos administrativos, notas fiscais, ordens bancárias, pagamentos de verbas indenizatórias e movimentações financeiras.
Operação mobilizou mais de 180 policiais
Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal mobilizou mais de 180 agentes para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo STJ.
Entre os alvos de prisão preventiva citados estão Sérgio Ricardo, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, Roseli Loss e Gustavo Fernandes da Silva.
A operação também teria resultado no afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar. O ex-conselheiro aposentado Valter Albano também foi citado entre os atingidos por medidas judiciais, conforme informações preliminares.
Investigação apura possíveis irregularidades em contratos
A Polícia Federal apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos possa ter sido utilizada como forma de pressão sobre fornecedores, além de possíveis diferenças de tratamento na liberação de recursos públicos.
Os investigadores também analisam divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas e saques recorrentes em dinheiro. Um dos objetivos é esclarecer possíveis vínculos entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do Tribunal.
Os fatos são investigados sob a hipótese de possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação segue em andamento. As medidas cautelares e os mandados de prisão preventiva não representam condenação, e a responsabilidade de cada investigado deverá ser apurada no curso do procedimento, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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