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Sorriso, MT

Criminosos invadem casa vizinha e tentam acessar banco em Cuiabá; suspeito morre em confronto com a polícia

Reprodução

Uma tentativa de furto à agência do banco Sicoob, no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá, terminou com um suspeito morto durante a madrugada desta segunda-feira (30). O grupo criminoso invadiu a residência vizinha ao banco, manteve uma família refém e abriu um buraco na parede para acessar o interior da agência. Apesar da ação, os bandidos fugiram sem levar nada.

De acordo com informações da polícia, a família foi rendida por cerca de cinco criminosos por volta das 22h de domingo (29). Eles foram mantidos em cárcere privado enquanto os suspeitos usavam a casa para tentar acessar o banco. Um dos criminosos estaria recebendo orientações por telefone durante toda a operação.

A tentativa de invasão foi descoberta por volta das 2h da madrugada, quando o alarme da agência foi acionado e imagens do monitoramento flagraram homens encapuzados no local. Equipes da Força Tática foram enviadas e, após uma varredura inicial sem indícios de anormalidade, decidiram verificar os imóveis vizinhos.

Ao inspecionar uma casa ao lado do banco, os policiais encontraram um buraco no muro que dava acesso à agência. Pela janela, as equipes avistaram pelo menos quatro homens e uma mulher. Ao perceberem a presença policial, um dos suspeitos correu para dentro da casa e abriu fogo contra os agentes, que revidaram. Ele foi baleado dentro de um dos quartos.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o suspeito já estava morto no local. A família foi resgatada sem ferimentos. A polícia encontrou ferramentas como uma picareta e uma alavanca próximo ao buraco na parede, além de marcas de três disparos de calibre .38 dentro da casa.

 

A cena do crime foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil, que investiga o caso e busca identificar os demais envolvidos na ação.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.