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Sorriso, MT

Japão suspende importação de ovos férteis e pintinhos de Goiás e Mato Grosso após foco de gripe aviária

Decisão afeta criações de subsistência; governo brasileiro trabalha para retomar a confiança internacional

Fotos: Divulgação Agrodefesa

O Japão anunciou a suspensão temporária das importações de ovos férteis e pintinhos de um dia provenientes dos estados de Goiás e Mato Grosso, após a confirmação de focos de gripe aviária (H5N1) em criações de subsistência nessas regiões.

A medida foi comunicada pelo Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão e tem caráter preventivo, abrangendo também outros produtos avícolas desses estados.


Focos em criações não comerciais

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA), os casos registrados ocorreram exclusivamente em criações não comerciais, sem impacto direto sobre a indústria avícola ou a exportação em larga escala. Ainda assim, a decisão japonesa gerou repercussões no comércio internacional.

O MAPA destacou que todas as ações de contenção e controle sanitário previstas foram executadas, como:

 

 

    • Isolamento das propriedades afetadas

 

    • Eliminação dos animais contaminados

 

  • Monitoramento das zonas de risco

    Expectativa de reversão

    De acordo com o Ministério, o Brasil está próximo de declarar-se novamente livre da gripe aviária, cumprindo o protocolo de 28 dias sem novos casos confirmados. A expectativa é que, com a rápida resposta e transparência nas informações, a suspensão seja revertida em curto prazo.


    Alerta para biosseguridade

    Analistas do setor alertam que o episódio reforça a importância da biosseguridade em todas as escalas de produção, inclusive nas propriedades de subsistência, que podem servir de porta de entrada para o vírus mesmo sem vínculo com o setor industrial.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.