Dólar Comercial
-- --%
--°C
Sorriso, MT

Sorriso apresenta plano para combater o trabalho infantil até 2028

As ações seguem diretrizes do Governo Federal e estão divididas em cinco áreas

A Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, recebeu a apresentação do Plano de Trabalho das AEPETI – Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – que será seguido no município entre 2025 e 2028.

O objetivo é cumprir a meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que busca acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas até o ano de 2030.

O plano foi elaborado pela equipe do PETI de Sorriso, formada pela coordenadora Fabiana Giovenardi e pela psicóloga Claudinéia Bonacina, em conjunto com a Comissão Municipal do PETI. A apresentação foi feita para a secretária de Assistência Social, Daniela Marsola Stel.

As ações seguem diretrizes do Governo Federal e estão divididas em cinco áreas principais: Informar e mobilizar a população sobre os riscos do trabalho infantil; Identificar crianças e adolescentes que estejam em situação de trabalho; Oferecer apoio e proteção para as crianças e suas famílias;

Acompanhar casos e garantir que haja responsabilização quando necessário;

Monitorar todas as ações feitas no município para combater o problema.

De acordo com a secretária Daniela Marsola Stel, o plano é essencial para garantir os direitos das crianças e adolescentes. “Nosso compromisso é proteger a infância e construir um futuro mais justo e igual para todos”, afirmou.

Receba as notícias mais relevantes de Sorriso-MT e região direto no seu WhatsApp. Participe da Comunidade

Leia mais

Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.