Dólar Comercial
-- --%
--°C
Sorriso, MT

Sorriso intensifica combate ao Aedes aegypti com borrifação em prédios públicos

Ação conta com apoio da Sintra e segue o calendário de coleta de resíduos sólidos

Fotos: Divulgação

A equipe da Vigilância em Saúde Ambiental de Sorriso deu início, na última sexta-feira (18), à aplicação do inseticida por borrifação residual intradomiciliar (BRI) em prédios públicos da cidade. A iniciativa é parte das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Os primeiros locais a receberem a aplicação foram os PSFs Vila Bela e São Domingos, que passaram pelo procedimento na noite de sexta-feira. No sábado (19), foi a vez da Escola Municipal Vila Bela. A ação é realizada com inseticida enviado pelo Ministério da Saúde e será estendida a todos os prédios públicos do município.

De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, a borrifação é uma parceria entre a Secretaria de Saúde (Semsa) e a Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra).

“Estamos seguindo o calendário de coleta de resíduos sólidos para as ações”, explica Claudete. “Nosso trabalho é coordenado para que, além da borrifação, possamos atuar de forma mais ampla com o apoio da equipe da Sintra.”

O próximo bairro a receber o serviço será o Bom Jesus. A programação prevê a borrifação do PSF do bairro às 7h30 e, às 9h30, do Cemeis local, no sábado, 26 de julho.

Fotos: Divulgação

Medidas complementares

Segundo Claudete, além da aplicação do inseticida, os servidores da Sintra realizam um verdadeiro “pente-fino” nos prédios públicos. A equipe faz a limpeza de calhas, poda de árvores, roçada e desobstrução de bocas de lobo quando necessário.

“A intenção é intensificar as ações justamente no período seco para eliminar quaisquer possíveis criadouros que tenham ficado para trás”, acrescenta a coordenadora. “Estamos cuidando dos espaços públicos e precisamos do empenho da população para que cada um cuide do seu quintal e empresa.”

Importante destacar que a borrifação é realizada fora do horário de expediente ou aos fins de semana, para evitar o contato da população com o produto. Após a secagem, o inseticida não apresenta riscos à saúde humana e permanece ativo nas paredes por cerca de quatro meses.

Fotos: Divulgação

Denúncias e prevenção

A Prefeitura reforça que a população pode colaborar denunciando possíveis focos do mosquito, descartes irregulares de água servida ou lixo acumulado. As denúncias podem ser feitas diretamente ao Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) pelo telefone (66) 99927-2611.

Também é fundamental seguir corretamente o calendário de coleta de resíduos sólidos, que contempla o recolhimento de móveis e eletrodomésticos inservíveis, além de restos de poda e limpeza de quintais. O descarte adequado evita a formação de criadouros do Aedes aegypti e de animais peçonhentos.

Fotos: Divulgação

Receba as notícias mais relevantes de Sorriso-MT e região direto no seu WhatsApp. Participe da Comunidade

Leia mais

Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.