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Sorriso, MT

Mãos que trabalham a terra também constroem o futuro de Mato Grosso

Com dedicação, produtores rurais impulsionam o desenvolvimento econômico e social do estado

Cultivar a terra é mais do que uma profissão — é uma missão. O agricultor é aquele que acorda antes do sol nascer, que reconhece o valor das coisas feitas com as próprias mãos e que vê, em cada semente plantada, a esperança de um futuro melhor. Neste 28 de julho, Dia do Agricultor, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) presta uma homenagem aos homens e mulheres que transformam o solo em alimento, progresso e oportunidades.

Mato Grosso é a prova viva da força do campo. Há poucas décadas, o que era visto apenas como terra, passou a ser encarado como potencial. Um exemplo dessa visão transformadora é o produtor Gilberto Eberhardt, delegado do núcleo da Aprosoja em Lucas do Rio Verde. Ele chegou à cidade em 1990, quando o município contava com apenas sete mil habitantes. Hoje, Lucas do Rio Verde é uma referência nacional, com população próxima a 100 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE.

“Tudo o que você vai fazer dentro da sua propriedade, da sua casa, tem o agro envolvido. O que nós produzimos gera receita para o município e contribui com o desenvolvimento da cidade. Também nos dedicamos aos trabalhos voluntários e à melhoria contínua da comunidade”, destaca Gilberto.

Histórias como a dele se repetem por todo o estado. Do norte ao sul de Mato Grosso, agricultores seguem firmes, mesmo diante de desafios, e ajudam a construir um estado forte. No nordeste mato-grossense, Querência é mais um exemplo de transformação promovida pelo agro. Quando o produtor Valdair Hauenstein Granja, também delegado da Aprosoja, chegou à cidade vindo do Paraná, há 20 anos, a infraestrutura era mínima. Hoje, Querência ultrapassa os 29 mil habitantes e avança no setor agrícola com a chegada de novas indústrias.

“O maior desafio foi começar sem estrutura, sem centro de pesquisa, sem asfalto, lojas ou hospitais. Agora temos asfalto na porta da fazenda e a cidade cresceu muito. A instalação da usina de etanol de milho deve impulsionar ainda mais essa evolução”, afirma Valdair, com orgulho do papel que os produtores desempenham no crescimento da cidade.

A nova geração também está assumindo seu papel na construção desse futuro. Marcos Vinícius Sfredo, de 24 anos, delegado do núcleo de Nova Mutum, cresceu acompanhando o trabalho da família no campo e hoje dá continuidade a esse legado. Para ele, ser agricultor é contribuir diretamente com o bem-estar coletivo.

“É muito gratificante produzir alimento. Nosso trabalho vai além da propriedade: ele chega às mesas e ajuda a desenvolver as cidades. Onde o agro se instala, há progresso, infraestrutura e investimentos que beneficiam toda a população”, afirma Marcos.

Instituído em 1960, o Dia do Agricultor marca o centenário do Ministério da Agricultura e homenageia aqueles que enfrentam sazonalidades, custos elevados, incertezas de mercado e a constante necessidade de inovação — sem nunca abandonar a missão de produzir alimentos e mover a economia.

Neste Dia do Agricultor, a Aprosoja MT agradece a cada produtor rural que, com coragem, fé e dedicação, faz de Mato Grosso um estado cada vez mais próspero e melhor para se viver.

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