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Sorriso, MT

Polícia Militar desmantela 4º garimpo ilegal em 8 dias e apreende espingarda em Nova Guarita

Ação ocorreu em Nova Guarita; motobombas foram inutilizadas e arma de fogo foi apreendida

Policiais militares do Batalhão de Proteção Ambiental (BPMPA) fecharam mais um garimpo ilegal em Mato Grosso. A operação foi realizada nesta segunda-feira (28), na zona rural de Nova Guarita, a 676 km de Cuiabá, e resultou na inutilização de equipamentos de mineração e na apreensão de uma espingarda. Este já é o quarto garimpo desarticulado em apenas oito dias no estado.

A ação integra os desdobramentos da Operação Tolerância Zero e contou com apoio do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). As equipes localizaram indícios de crime ambiental em uma propriedade rural do município e confirmaram a extração ilegal de minério, configurando atividade de garimpo irregular.

Durante as buscas na área, os policiais encontraram quatro motobombas e equipamentos de dragagem, usados na mineração ilegal. Próximo a um barraco improvisado no meio da vegetação, foi localizada uma espingarda calibre 36 com um cartucho intacto.

PMMT

Como os equipamentos não puderam ser removidos, as motobombas foram inutilizadas no local. Já a arma de fogo e a munição foram apreendidas e encaminhadas à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Peixoto de Azevedo. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

Na última semana, a PM já havia fechado outros três garimpos clandestinos nos municípios de Matupá, Novo Mundo e Terra Nova do Norte. Em todas as ações, foram apreendidos maquinários, bombas, equipamentos de dragagem e combustíveis — todo o material foi destruído por inviabilidade de transporte.

As operações seguem como parte do programa Tolerância Zero, com foco na repressão ao crime ambiental e proteção das áreas naturais de Mato Grosso.

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Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e pede indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A entidade alega que declarações feitas pelo gestor durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) atingiram a honra de professores e estudantes de universidades públicas de Mato Grosso. A petição inicial foi protocolada em 20 de outubro e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além da indenização, a associação solicita a retirada de vídeos com o discurso e uma entrevista posterior publicados nas redes sociais do prefeito. O episódio ocorreu na noite de 13 de outubro, durante a inauguração da chamada “Casa 22”, espaço de mobilização de apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Abilio mencionou estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Unemat, associando-os ao uso de maconha e cocaína. No discurso, o prefeito também utilizou a expressão “porcaria” ao se referir ao que, segundo ele, estaria instalado nas universidades públicas. Em seguida, mencionou a figura de um integrante de facção criminosa que ameaçaria um pastor e elogiou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito. Para a Adunemat, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações. A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária. Pedido de retirada dos vídeos Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça. No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação. A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação. A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.