Dólar Comercial
-- --%
--°C
Sorriso, MT

Empresário vai à delegacia pagar fiança de funcionário e acaba preso em MT

Dono de uma pousada em Poconé tinha mandado de prisão preventiva em aberto por regressão cautelar relacionada a uma condenação por roubo.

PJCMT

Ele procurou a delegacia para ajudar um funcionário, mas uma consulta ao sistema de segurança revelou que havia uma ordem judicial pendente contra ele próprio.

Um empresário de 38 anos foi preso pela Polícia Civil na sexta-feira (9), em Poconé, após comparecer espontaneamente à delegacia para providenciar o pagamento da fiança de um funcionário. Durante os procedimentos de rotina, os policiais consultaram os sistemas de segurança e identificaram um mandado de prisão preventiva em aberto contra o próprio empresário.

Segundo informações da Polícia Civil de Mato Grosso, o homem é proprietário de uma pousada no município. A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá e está relacionada a uma regressão cautelar decorrente de uma condenação anterior pelo crime de roubo. A pena informada é de três anos e 11 meses.

O empresário foi detido na própria unidade policial após a confirmação do mandado e ficou à disposição da Justiça.

FUNCIONÁRIO HAVIA SIDO PRESO PELA PM

De acordo com as informações divulgadas, o funcionário que o empresário pretendia ajudar havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar no dia anterior, suspeito de dirigir perigosamente sob efeito de álcool.

Ao comparecer à delegacia para tratar do pagamento da fiança e da possível liberação do trabalhador, o empresário passou pelos procedimentos de identificação. Foi durante a consulta aos sistemas policiais que a ordem judicial pendente foi localizada.

Após a confirmação do mandado, os policiais adotaram as providências para o cumprimento da decisão judicial.

PRISÃO DECORRE DE PROCESSO ANTERIOR

A prisão do empresário está relacionada à decisão judicial anterior e não à ocorrência envolvendo o funcionário.

A Polícia Civil não detalhou, no material divulgado, as circunstâncias da condenação por roubo nem os motivos específicos que levaram à regressão cautelar.

O caso chama a atenção pela circunstância em que o empresário foi localizado: ele procurou espontaneamente a delegacia para resolver uma questão envolvendo outra pessoa e acabou preso em razão de uma ordem judicial que estava em aberto.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

🟦 Sorriso News MT — Sua fonte de notícia, sua conexão com a verdade.

📘 Facebook: @sorrisonewsmt | 📸 Instagram: @sorrisonewsoficial | 💬 WhatsApp: (66) 99934-4590

Receba as notícias mais relevantes de Sorriso-MT e região direto no seu WhatsApp. Participe da Comunidade

Leia mais

Todas as secretarias e áreas do governo de Mato Grosso estão suscetíveis ao facão dos cortes orçamentários previstos pelo Palácio Paiaguás para o próximo mandato, afirma o ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo. Homem de confiança do governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), ele coordenará a avaliação das despesas públicas. O plano busca equilibrar as contas, garantir responsabilidade fiscal e evitar o inchaço da máquina pública, com a meta de assegurar investimentos equivalentes a pelo menos 15% da receita corrente líquida nos próximos quatro anos. “Vamos levantar as despesas e as entregas de cada setor, especialmente os gastos de custeio, para identificar onde é possível fazer o mesmo ou mais com menos recursos. A reforma busca evitar o inchaço da máquina, preservando a qualidade dos serviços públicos e garantindo eficiência com o menor custo possível”, explicou Gallo. Na sexta-feira (9), Pivetta também sinalizou a intenção de tornar o Estado mais eficiente e buscou uma aproximação com os servidores públicos por meio das redes sociais. O governador convocou a população a apresentar sugestões para reduzir despesas e melhorar os serviços. Durante a campanha eleitoral, a valorização do funcionalismo havia sido uma das pautas defendidas pela vice-governadora Gisela Simona (União), em meio às cobranças da categoria por recomposição das perdas inflacionárias acumuladas nos salários. O principal imbróglio se dá em função do não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) retroativa de cerca de 19%, referente ao período da pandemia do coronavírus. O plano de enxugamento da máquina, porém, deve enfrentar desafios diante dos embates entre o Executivo e o funcionalismo. Nesta semana, a base governista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) manteve (com 12 votos favoráveis e seis contrários, além de outras seis abstenções), o veto que barrou o reajuste de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Entre os argumentos do governo está o risco de um efeito cascata, com pressão de outras categorias e poderes por aumentos salariais que comprometam o equilíbrio fiscal e a capacidade de investimento do Estado. Eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para o biênio 2027-2028, o desembargador José Luiz Leite Lindote afirmou que pretende reapresentar a proposta de reajuste e buscar um meio-termo com o Legislativo e o Executivo para viabilizar a recomposição. Segundo o magistrado, faltou diálogo entre as instituições na tramitação anterior. Ele defendeu uma solução consensual para valorizar os servidores sem ignorar as limitações orçamentárias, indicando que a negociação entre os Poderes será determinante para o avanço da proposta.