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Empresários do agro de Mato Grosso doaram mais de R$ 11 milhões à campanha de Flávio Bolsonaro, aponta levantamento

Entre os principais doadores estão produtores rurais e empresários com atuação em diferentes setores da economia mato-grossense; Lula não recebeu contribuições expressivas de lideranças estaduais do agro, segundo a reportagem.

Divulgação

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) recebeu mais de R$ 11 milhões em doações de empresários de Mato Grosso, segundo levantamento divulgado pela imprensa. Entre os contribuintes estão produtores rurais e representantes de setores como mineração, comércio de veículos e mercado imobiliário.

Os dados chamam a atenção pelo contraste com o financiamento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, conforme a reportagem original, não contou com doações expressivas de lideranças do agronegócio mato-grossense.

O cenário também levanta questionamentos sobre os desafios de articulação política do governo federal com um dos setores de maior relevância econômica do estado nos próximos quatro anos. Essa possível dificuldade, porém, é uma avaliação política, e não uma consequência já comprovada pelas doações.

Produtores rurais estão entre os maiores doadores

De acordo com o levantamento, Eloi Vitorio Marchett foi o maior doador individual citado, com R$ 2 milhões destinados à campanha de Flávio Bolsonaro. Com atuação em Rondonópolis, ele possui negócios ligados à agricultura, mineração e ao setor de veículos, entre outras atividades.

Marchett também é sogro do deputado federal reeleito Fabio Garcia (União Brasil). Na eleição anterior, havia contribuído com R$ 100 mil para a campanha do deputado estadual Nininho (Republicanos).

Outro grande doador foi Wilson Francisco Rotta, produtor rural com atuação no norte de Mato Grosso, que repassou R$ 1,8 milhão à campanha do senador. Em 2022, ele havia destinado recursos a campanhas de Fabio Garcia, do deputado estadual Dilmar Dal Bosco e do então presidente Jair Bolsonaro.

O empresário Celso Gomes dos Santos, conhecido como “rei do gado”, aparece no levantamento com uma contribuição de R$ 1 milhão. Em 2022, ele também esteve entre os doadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, para a qual teria destinado R$ 500 mil.

Empresários ligados a grupos do agronegócio também contribuíram

A lista inclui Carolina Mognon Scheffer e Elizeu Zulmar Maggi Scheffer, ligados ao Grupo Scheffer, com doação conjunta informada de R$ 500 mil.

Também aparecem entre os contribuintes Rodrigo de Carvalho Penço, Samuel Maggi Locks e Arthur Birtche, cada um com R$ 500 mil, conforme a reportagem.

Os produtores rurais Cleto e Inacio Jose Webler, ligados ao Grupo Webler, destinaram R$ 432 mil e R$ 374 mil, respectivamente. Já o médico Rafael Santos Lima aparece com uma contribuição na faixa de R$ 400 mil.

Do setor imobiliário, José Mikhael Maluf Neto repassou R$ 250 mil à campanha do senador.

Nomes da política mato-grossense aparecem na relação

O levantamento também aponta a participação de figuras conhecidas da política estadual. Xuxu Dal Molin (PL), que disputou uma vaga no Senado e ficou como segundo suplente na chapa de José Medeiros (PL), contribuiu com R$ 122 mil.

Maurício Cardoso Tonhá, ex-prefeito de Água Boa, aparece com uma doação de R$ 100 mil. O empresário já havia sido cotado para disputar o governo estadual pelo partido Democracia Cristã.

Outros empresários e produtores rurais citados na relação são Charles, Leandro e Marcos Wurzius, Adecréscio Pedro de Aguiar, Jalmar Vargas, Carlos Alberto Polato, Romeu Froelich, Celso Griesang, Osmar Martignago, Adão e Adelar Jacobowski, Thamille Vieira Manica, Adilson Fistarol, Edson Luis Vigolo, Gentil Antonio Bavaresco, Moacir e Valdir Picinin.

Segundo a reportagem, as contribuições desse grupo somaram R$ 1,9 milhão.

Doações revelam apoio financeiro, mas não determinam decisões políticas

Os valores destinados às campanhas ajudam a identificar quem financiou os candidatos e quais segmentos econômicos participaram do processo eleitoral. No entanto, as contribuições, por si só, não comprovam a existência de acordos políticos nem permitem concluir como cada empresário ou grupo econômico atuará diante do governo federal.

A relação entre o Palácio do Planalto e o agronegócio de Mato Grosso dependerá também das políticas públicas, das negociações institucionais e dos interesses econômicos envolvidos ao longo do mandato.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

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