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Janaina Riva lidera arrecadação ao Senado em MT, enquanto Margareth Buzetti doa R$ 2 mil para própria campanha

Candidata do MDB declarou R$ 3,5 milhões em recursos; maior parte dos valores dos principais candidatos veio dos diretórios nacionais dos partidos

A menos de um mês para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, os candidatos ao Senado por Mato Grosso já começaram a movimentar milhões de reais para financiar suas campanhas. Dados atualizados pela Justiça Eleitoral mostram diferenças significativas entre os valores arrecadados e a origem dos recursos declarados pelos concorrentes.

Entre os candidatos que já registraram movimentações, Janaina Riva (MDB) aparece na liderança, com aproximadamente R$ 3,5 milhões disponíveis para a campanha.

Na outra ponta do ranking dos principais candidatos, Margareth Buzetti (PP) chama atenção pelo valor da doação feita por ela própria: apenas R$ 2 mil, apesar de já contar com mais de R$ 3 milhões em recursos declarados.

O limite de gastos para cada candidatura ao Senado é de aproximadamente R$ 3,8 milhões.

Janaina Riva lidera arrecadação

Janaina Riva declarou cerca de R$ 3,5 milhões em recursos para a campanha.

Desse total, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram repassados pela direção nacional do MDB, representando a quase totalidade dos recursos disponíveis. A candidata também registrou uma doação de pessoa física no valor de R$ 20 mil.

Margareth Buzetti tem R$ 3,1 milhões

A segunda maior quantia declarada entre os principais candidatos é de Margareth Buzetti.

A candidata já possui aproximadamente R$ 3,1 milhões em recursos. Desse montante, cerca de R$ 2,9 milhões foram repassados pela direção nacional do Progressistas, o equivalente a aproximadamente 93,6% do total.

Além dos recursos partidários, Buzetti registrou duas doações de pessoas físicas, sendo uma de R$ 200 mil e outra de R$ 2 mil, feita pela própria candidata.

Mauro Mendes aparece na terceira posição

O ex-governador Mauro Mendes (União) aparece na sequência, com aproximadamente R$ 1,07 milhão declarado para a campanha.

Cerca de R$ 1 milhão veio da direção nacional do União Brasil, representando aproximadamente 93% dos recursos.

Já a direção estadual do partido, presidida pelo próprio Mauro Mendes, teria repassado R$ 25 mil para a campanha.

Outras três doações de pessoas físicas somam aproximadamente R$ 50 mil.

José Medeiros recebeu R$ 1,1 milhão

O candidato José Medeiros (PL) declarou aproximadamente R$ 1,1 milhão em recursos.

A maior parte, cerca de R$ 1 milhão, veio da direção nacional do PL. Outros R$ 100 mil foram doados pelo seu suplente, o pecuarista Odílio Balbinotti Filho.

Pedro Taques tem R$ 530 mil

O ex-governador Pedro Taques (PSB) declarou aproximadamente R$ 530 mil em recursos para a campanha.

Segundo os dados divulgados, cerca de R$ 500 mil foram provenientes de repasse partidário, enquanto outros R$ 30 mil vieram de uma doação de pessoa física.

Galvan se destaca nas doações de pessoas físicas

Entre os candidatos analisados, Antônio Galvan (Avante) aparece como aquele que recebeu o maior volume de recursos provenientes de pessoas físicas.

Ele declarou aproximadamente R$ 403 mil em cinco doações individuais. Os valores variam entre R$ 25 mil e R$ 100 mil.

A expectativa é de que o volume de recursos aumente caso o candidato receba posteriormente repasses do fundo eleitoral.

Fávaro declarou R$ 360,7 mil

O senador Carlos Fávaro (PSD) declarou aproximadamente R$ 360,7 mil em recursos recebidos.

A maior parte do dinheiro veio de repasses da direção estadual do PSD, partido que ele preside em Mato Grosso.

Além dos recursos partidários, Fávaro registrou quatro doações de pessoas físicas, com valores que variam entre R$ 13 mil e R$ 80 mil.

Três candidatos ainda não registraram recursos

Os candidatos Professor Nelson Ferreira (Agir), Beny Godoy (Agir) e Coronel Darwin (Democrata) não apresentavam, até a atualização consultada, registros de repasses ou doações declarados à Justiça Eleitoral.

Isso pode significar que ainda não receberam recursos ou que as respectivas informações ainda não haviam sido declaradas ou atualizadas na plataforma eleitoral.

De onde vem o dinheiro das campanhas?

Grande parte dos recursos recebidos pelos candidatos é proveniente do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral.

O mecanismo foi criado em 2017, após o Supremo Tribunal Federal proibir doações empresariais para campanhas eleitorais. Os recursos são distribuídos aos partidos de acordo com critérios previstos na legislação e posteriormente podem ser destinados às candidaturas.

Em 2026, o fundo eleitoral disponibilizou aproximadamente R$ 5 bilhões para o financiamento das campanhas.

A distribuição considera, entre outros critérios, a representação dos partidos na Câmara dos Deputados, a votação obtida pelas legendas na eleição anterior e a representação no Senado. Uma parcela correspondente a 2% do total é distribuída igualmente entre os partidos que atendem aos requisitos legais.

Os dados utilizados nesta reportagem são da plataforma DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, com atualização disponibilizada na sexta-feira (4). Os valores podem sofrer alterações conforme novas receitas e despesas sejam declaradas pelos candidatos ao longo da campanha.

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