O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) derrubou a decisão que havia determinado a suspensão, no dia da eleição, das redes sociais do candidato de Bolsonaro ao Senado em Mato Grosso, Zé Medeiros. A decisão anterior havia sido proferida a pedido da candidata do MDB, Janaína Riva.
O TRE deferiu medida liminar apresentada pela defesa de Zé Medeiros e determinou que as provedoras de internet restabelecessem o acesso aos canais oficiais de comunicação do candidato.
A Justiça Eleitoral apontou que a ordem de bloqueio geral carecia de fundamentação concreta e proporcionalidade. Segundo ele, a remoção integral de perfis em redes sociais, especialmente em caráter cautelar e em um momento crítico da campanha, constitui medida de absoluta excepcionalidade e pode gerar o silenciamento irreversível do debate eleitoral.
O candidato ao Senado Zé Medeiros (PL) classificou a decisão anterior como uma “escalada de perseguição jurídica” que vem sofrendo e afirmou que as medidas têm como objetivo silenciar a voz dos bolsonaristas de Mato Grosso.
“Essa decisão foi arbitrária. Estão tentando me censurar, chegando ao ponto de pedir a derrubada de todos os nossos canais de comunicação com o povo. Essa manobra não é apenas um ataque direto ao candidato de Jair Bolsonaro em Mato Grosso, mas uma afronta inaceitável à liberdade de expressão e ao direito do eleitor de conhecer a verdade”, afirmou Zé Medeiros.
Medeiros lamentou que seus adversários sejam incapazes de debater o futuro de Mato Grosso com propostas reais e optem por uma campanha que classificou como suja.
“Esse tipo de iniciativa busca amordaçar quem sempre combateu o sistema e calar nossas redes evidencia o medo de quem percebe a força dos nossos valores e o nosso crescimento diário. Continuarei de cabeça erguida, defendendo Mato Grosso e falando as verdades que eles tentam esconder. A censura pode tentar nos atrasar, mas o povo mato-grossense saberá dar a resposta definitiva”, avaliou Zé Medeiros.
Medeiros ainda elogiou a postura da Meta, que não cumpriu imediatamente a decisão judicial, o que permitiu que sua equipe jurídica conseguisse revertê-la ainda nesta manhã (4).
“Eles têm uma cultura de liberdade de expressão, e a Meta não cumpriu imediatamente essa decisão absurda. Isso deu tempo para a nossa equipe jurídica agir e derrubar, ainda nesta manhã, uma decisão que havia sido requerida por uma candidata e que tentava nos impedir de falar com o eleitor. No fim, conseguimos garantir o nosso direito de nos expressar”, afirmou.