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Sorriso, MT

Operação da PF afasta conselheiros do TCE-MT e prende servidores, incluindo o presidente Sérgio Ricardo

Guilherme Maluf, Alisson Alencar e o conselheiro aposentado Valter Albano foram alvos de medidas judiciais; investigação apura possíveis irregularidades em contratos e pagamentos da Corte.

A Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29), atingiu integrantes e servidores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Além dos mandados de prisão preventiva, a ação incluiu medidas de afastamento contra os conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar e contra Valter Albano, conselheiro aposentado que integrou a comissão de fiscalização da Corte.

Segundo as informações divulgadas pelo Gazeta Digital, seis pessoas foram alvo de mandados de prisão preventiva, entre elas o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo.

A operação investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e em pagamentos realizados pelo tribunal.

Servidores estão entre os alvos de prisão

A reportagem aponta os seguintes nomes entre os alvos de mandados de prisão preventiva:

  • Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT;
  • Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do tribunal;
  • Felipe José Glinke, servidor do órgão;
  • Adriangelo Barros Antunes, servidor do órgão;
  • Roseli Loss, identificada na publicação como secretária executiva do TCE;
  • Gustavo Fernandes da Silva.

A operação mobiliza mais de 180 policiais federais e cumpre seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e incluem afastamento de sigilos e sequestro de bens.

As diligências ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

PF apura suspeitas envolvendo contratos e pagamentos

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores. Também são investigados possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos.

Os investigadores analisam ainda movimentações financeiras consideradas atípicas, divergências em pagamentos realizados a empresas e saques recorrentes em dinheiro.

Os fatos apurados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação busca reunir provas e esclarecer as possíveis responsabilidades dos envolvidos. As medidas judiciais e a inclusão de pessoas entre os alvos da investigação não representam, por si só, comprovação de culpa.

✍️ Da redação do Sorriso News MT

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