Câmara Municipal de Sorriso realizou, na noite desta quinta-feira, audiência pública para discutir o diagnóstico da cidade e a construção de uma revisão do Plano Diretor. O encontro foi conduzido pelo presidente da Casa, vereador Rodrigo Matterazzi, com presença dos vereadores Adir Cúnico e Gringo do Barreiro. O Executivo foi representado pelo secretário de Governo, Bruno Delgado, e a população e entidades da sociedade civil puderam sugerir e opinar sobre os pontos apresentados.
Os dados apresentados traçam um retrato do município, que tem estimativa de 128.727 habitantes em 2026, área territorial de 8.454,83 km², PIB per capita de R$ 124.271 (2023) e IDHM de 0,744 (2010). O crescimento populacional é o dado que mais chama atenção: o Censo 2010 registrava cerca de 66 mil habitantes, o Censo 2022 apontou 110.635 e a estimativa para 2026 é de 128.727, o que representa crescimento de aproximadamente 67% entre os dois censos e mais de 18 mil habitantes adicionados desde 2022.
Segundo Matterazzi os dados de saneamento de 2024 também acendem um alerta, já que a diferença entre o atendimento de água e a coleta de esgoto exige aprofundamento com a concessionária, considerando capacidade das estações, rede existente, investimentos contratados e áreas ainda não atendidas.
Foi consenso que o Plano Diretor não é apenas uma lei que determina onde podem ser construídos prédios, casas ou empresas, mas o instrumento que define como o município vai crescer, onde os investimentos públicos devem acontecer e como evitar problemas urbanos que podem se tornar irreversíveis, abrangendo mobilidade, saneamento, habitação, desenvolvimento econômico, meio ambiente e qualidade de vida. A Constituição Federal e o Estatuto da Cidade estabelecem sua revisão pelo menos a cada dez anos.
A proposta apresentada organiza a elaboração do plano em cinco pilares: diagnóstico completo e georreferenciado da cidade, participação popular, definição do futuro de Sorriso, elaboração de mapas e legislação urbanística e criação de metas, prazos e investimentos.
Matterazzi sugeriu ainda a realização de outras audiências públicas para debater sobre expansão urbana, aeroporto, anel viário, conexões ferroviárias, capacidade do saneamento, loteamentos e cronograma de revisão bem como discutir alterações de zoneamento ou aprovar novas áreas de expansão, capacidade de infraestrutura, projeção de crescimento populacional e planejamento da mobilidade , transformando o diagnóstico em um documento técnico de diretrizes para a revisão do Plano Diretor de Sorriso 2027–2050.
