O deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco (União Brasil) fez críticas à formação da chapa proporcional do partido nas últimas eleições em Mato Grosso. Na avaliação do parlamentar, a decisão de lançar apenas nove candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) comprometeu o desempenho da legenda e impediu a conquista de uma terceira cadeira no Parlamento estadual.
“Eu nunca escondi a minha tristeza de termos nove candidatos só para disputar uma eleição”, declarou Dilmar, ao avaliar a estratégia eleitoral da sigla. Segundo ele, a legenda poderia ter alcançado um resultado melhor se tivesse reunido um número maior de nomes na disputa.
O deputado afirmou que, cerca de 20 dias antes da votação, chegou a temer que o União Brasil elegesse apenas um representante para a Assembleia. Com o avanço da campanha, porém, percebeu o crescimento da votação e a possibilidade de ampliar a bancada.
“Se nós tivéssemos talvez uns quinze candidatos, nós estaríamos com certeza com três deputados eleitos para defender o nosso partido dentro da Assembleia”, avaliou.
Deputado aponta falhas de articulação
Ao analisar os motivos que levaram à formação de uma chapa reduzida, Dilmar apontou falta de liderança e de articulação política. Ele também citou a ausência de Eduardo Botelho na disputa pelo União Brasil como um dos fatores que poderiam ter influenciado o resultado.
“Lógico, faltou liderança, faltou a gente ter mais gente para apoiar, para estar mais dentro”, afirmou o parlamentar.
Na avaliação de Dilmar, a legenda precisa rever a organização interna e ampliar o diálogo com suas lideranças e bases municipais para recuperar espaço político no estado.
União Brasil precisa formar novas lideranças
O deputado também cobrou a retomada de reuniões partidárias e de discussões internas, que, segundo ele, não ocorreram com a frequência necessária nos últimos anos.
“Eu acho que nós temos que fazer reunião, porque nós não tivemos reuniões nos últimos anos. Nós precisamos conversar, se dedicar”, declarou.
Dilmar ressaltou que o partido deve investir na formação de novos quadros políticos e citou lideranças municipais que, em sua avaliação, podem ganhar protagonismo nos próximos anos.
A proposta, segundo o parlamentar, é fortalecer a estrutura da sigla no interior de Mato Grosso e preparar o grupo para as próximas disputas eleitorais.
Parlamentar cita dificuldades enfrentadas pelo grupo
Apesar das críticas à estratégia eleitoral, Dilmar destacou que o União Brasil manteve representação na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, além de conquistar uma vaga no Senado. Ele também lembrou dificuldades enfrentadas pelo grupo político em eleições anteriores para defender a necessidade de reorganização.
O deputado citou a disputa de 2014 e a trajetória de reconstrução política do grupo nos anos seguintes como exemplos de que a legenda pode superar períodos de dificuldade.
“É um trabalho que tem de ser feito novamente. É você reanalisar o que erramos e tentar consertar”, afirmou.
PP também entra na avaliação
Dilmar ainda comentou o desempenho do Progressistas (PP) em Mato Grosso, apontando que a sigla não conseguiu eleger representantes para a Câmara dos Deputados nem para a Assembleia Legislativa, conforme sua avaliação.
Para o parlamentar, o cenário exige mobilização política, presença nos municípios e fortalecimento das bases para ampliar a representatividade partidária.
A meta, segundo ele, é reorganizar as forças políticas e chegar às eleições de 2030 com maior capacidade de disputa.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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