A suspensão de um canal de apoio a Lula ampliou o embate político em torno do TSE e provocou novas acusações de parcialidade contra o comando da Justiça Eleitoral.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), reeleito em Mato Grosso, criticou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, após uma nova decisão que manteve suspenso o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O parlamentar acusou o magistrado de favorecer o bolsonarismo e defendeu que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicite a suspeição do ministro.
“Já passou da hora da nossa campanha nacional pedir a suspeição do Kássio Nunes Marques. Ele está lá a serviço do bolsonarismo, é um absurdo para a democracia brasileira”, declarou Lúdio durante uma coletiva de imprensa.
A manifestação ocorreu nesta terça-feira (13), em meio à disputa judicial sobre o funcionamento do canal, utilizado para divulgar conteúdos de apoio à campanha de Lula. A nova decisão de Nunes Marques suspendeu os efeitos de uma determinação anterior do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia permitido a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores.
TSE EXIGE REGULARIZAÇÃO DO CANAL
A decisão do presidente do TSE condicionou a retomada do canal ao cumprimento de exigências perante a Justiça Eleitoral, incluindo a regularização do endereço utilizado na propaganda eleitoral.
O caso teve início após uma ação apresentada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. A representação questiona o funcionamento do canal e aponta suposta disseminação de conteúdos irregulares.
A controvérsia ganhou novos desdobramentos depois que a equipe técnica do próprio TSE divulgou uma análise que não identificou publicações falsas no material examinado entre os dias 2 e 11 de outubro. O relatório, porém, registrou limitações na análise porque parte do conteúdo poderia ter sido excluída anteriormente.
LÚDIO QUESTIONA TRATAMENTO ENTRE CAMPANHAS
Durante as críticas, o deputado afirmou que o canal surgiu de forma espontânea entre apoiadores de Lula e ganhou força com a mobilização nas redes sociais.
Lúdio também questionou a atuação de outros integrantes da Justiça Eleitoral e citou a participação do ministro André Mendonça como juiz auxiliar da propaganda eleitoral. Na avaliação do parlamentar, as decisões envolvendo os grupos políticos demonstrariam tratamento desigual.
O deputado ainda acusou apoiadores de Flávio Bolsonaro de disseminarem desinformação e criticou o que considera falta de medidas equivalentes contra canais ligados ao campo adversário.
“Quem é especialista em fake news e maldade é a tropa do Flávio Bolsonaro. Eles têm o canal deles, e o canal deles espalha mentira o tempo todo. E contra eles a Justiça Eleitoral não faz nada”, declarou.
As afirmações fazem parte das críticas políticas de Lúdio à condução do caso e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre a imparcialidade dos ministros.
CAMPANHA DE LULA REGISTRA O CANAL
Em meio à disputa, a campanha de Lula registrou oficialmente o canal junto ao TSE nesta terça-feira, conforme informações divulgadas pela imprensa nacional. A regularização atende a uma das exigências estabelecidas pelo ministro para que o endereço possa voltar a funcionar, respeitadas as demais condições da decisão.
O episódio mantém em evidência o debate sobre os limites da propaganda eleitoral nas redes sociais, a atuação da Justiça Eleitoral e os critérios aplicados aos canais digitais ligados às campanhas.
✍️ Da redação do Sorriso News MT
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